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18 de Setembro de 2008 - 14h36 -
Última modificação
em 18 de Setembro de 2008 - 14h36
MEC promete inaugurar 100 escolas técnicas de educação profissional em 2009
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, faz balanço das ações do MEC, em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação
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Brasília - Em 2009, o Ministério
da Educação (MEC) deve inaugurar 100 novos Institutos
Federais de Educação Profissional e Tecnológica
(Ifets). A previsão foi feita hoje (18) pelo ministro Fernando
Haddad durante entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom
Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Até 2010, a
previsão é inaugurar 150 escolas. “Nós vamos
apresentar para o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva], uma terceira fase de expansão.
Em 2009 comemora-se o centenário da rede federal de educação
profissional, então ano que vem vamos entregar 100 escolas
para combinar com o aniversário da rede”, afirmou o
ministro.
Haddad falou também
que a expansão do ensino superior público, previsto
pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação
e Expansão das Universidades Federais (Reuni), não se
dará em detrimento da qualidade da educação.
Para 2009, o Reuni prevê a criação de 44 mil
vagas. Segundo Haddad, o orçamento para ampliação
da infra-estrutura dos campi no próximo ano será de R$ 1 bilhão.
“Nós temos uma
condição única no Brasil, estamos formando 12
mil doutores por ano, o que é mais do que suficiente para as
novas universidades federais e campi que estão sendo
instalados no país. A gente tem acompanhado de perto os
concursos públicos e as contratações. A
titulação e o currículo desses docentes está
no surpreendendo positivamente”, afirmou.
O ministro afirmou que
a expansão da rede particular de ensino superior aconteceu
porque o Estado se retirou. “Nós ficamos muito tempo sem
investimentos nas universidades federais. A Constituição
de 1988 havia determinado a interiorização da oferta de
cursos universitários públicos, mas em 1996 esse
dispositivo foi revogado, justamente para não obrigar o Estado
a investir em educação superior. Nós temos um
atraso enorme que está sendo coberto agora com a ampliação
das vagas”, criticou.
Entre as novas
universidades que estão sendo criadas, o ministrou destacou a
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
(Unila) como um exemplo de projeto pedagógico inovador.
Localizada em Foz do Iguaçu (PR), a unidade será uma instituição
bilíngüe (português/espanhol) destinada à
integração e ao desenvolvimento regional do continente.
“O projeto de lei
para a criação da Unila está tramitando no
Congresso Nacional. A idéia é criar uma mentalidade de
integração latino-americana para formar profissionais
em todas as áreas do conhecimento que pensem o continente e
não apenas o seu país”, explicou Haddad.
Segundo ele, o primeiro
vestibular deve ser realizado no segundo semestre de 2009 e os
docentes da instituição virão de diferentes
países da América Latina. As obras serão
licitadas até o fim de 2008 e o projeto arquitetônico
das instalações será de Oscar Niemeyer.
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