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Brasília - O Brasil continuará
comprometido com a utilização de fontes renováveis
de energia, principalmente os biocombustíveis, mesmo com as
recentes descobertas de petróleo na costa brasileira. Esta
será a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
em seu discurso na abertura da 63ª Sessão da Assembléia
Geral da Organização das Nações Unidas
(ONU), na próxima terça-feira (23), em Nova York.
De acordo com o
porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach,
o presidente Lula vai defender o multilateralismo como importante
ferramenta para equacionar as crises ambiental, de alimentos e
energética. O presidente, ainda segundo o porta-voz, vai
enfatizar que os biocombustíveis não são os
culpados pela crise dos alimentos, e podem ser uma oportunidade para
os países em desenvolvimento.
A produção
de biocombustíveis foi defendida por Lula no ano passado na
sede da ONU.
O presidente também
vai apresentar as iniciativas brasileiras para o combate à
fome e à pobreza, durante uma reunião de alto nível
da ONU sobre metas de desenvolvimento do milênio.
Segundo Baumbach, o
presidente vai pedir que a comunidade internacional mobilize recursos
adicionais para combater a pobreza, além de sugerir um esforço
concentrado para elevar a produção de alimentos nos
países pobres, incluindo a eliminação dos
subsídios concedidos pelos países desenvolvidos aos
produtores agrícolas.
Em
outro evento de alto nível sobre as necessidades de
desenvolvimento da África, Lula deve ressaltar que a produção
de etanol de cana-de-açúcar pode ser uma oportunidade
para que o continente viabilize seu desenvolvimento.
O ingresso do Brasil
como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU deve
ser defendido novamente por Lula. O assunto será tratado em
encontros bilaterais com representantes de diversos países.
O presidente também
vai defender a candidatura do professor brasileiro Antônio
Augusto Cansado Trindade à Corte Internacional de Justiça.
Segundo Marcelo
Baumbach, apesar de não estar prevista a realização
de reuniões específicas para tratar da crise econômica
mundial, o tema deverá ser abordado informalmente nos
encontros bilaterais dos presidentes e em outras reuniões
realizadas na ONU.
O porta-voz disse que
Lula defende que os países que estão no epicentro da
crise devem tomar as medidas necessárias para que ela seja
combatida o mais rápido possível e para que não
prejudique o desenvolvimento dos países mais pobres.
Ainda em Nova York, o
presidente Lula será homenageado, em um jantar, com a insígnia
de ouro da Sociedade das Américas e do Conselho das Américas.
Ele também receberá o Prêmio
ao Sucesso Internacional 2008, da agência de notícias
Inter Press Service (IPS).
A partida do presidente
para os Estados Unidos está prevista para as 15h de domingo
(21).
Lula deve estar de
volta em Brasília na próxima sexta-feira (26), às
9h.
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