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Cochabamba (Bolívia) - Sob forte escolta de batedores, o presidente da Bolívia, Evo Morales, acaba de chegar para o encontro em que será buscado um acordo definitivo entre governo e oposição, que recentemente assinaram um pré-acordo. A reunião acontece num clube a cerca de dez quilômetros do centro de Cochabamba, cidade situada entre a capital La Paz e o departamento de Santa Cruz.
Participam do encontro sete países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), entre eles o Brasil, representado pelo embaixador Frederico de Araújo. Além
deles, participam como testemunhas o
secretário-geral da Organização dos Estados
Americanos (OEA), José Miguel Insulza, membros da Igreja
Católica e da Organização das Nações
Unidas (ONU) e da União Européia, segundo o ministro de Informações, Iván Canelas.
Canelas atualizou o número de mortos no departamento de Pando para mais de 20 e disse que chegam a 52 os desaparecidos. O governo está preso sob acusação de genocídio. Segundo esta versão, os óbitos teriam ocorrido em função de massacres.
Segundo rádios locais, uma marcha de mineiros vindos de Oruro é esperada na cidade de Cochabamba para pressionar a oposição a devolver repartições públicas tomadas do governo central. Em seguida, eles devem seguir para Santa Cruz, departamento mais rico do país e um dos principais redutos da oposição.
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