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Brasília - O Instituto Nacional de
Criminalística da Polícia Federal apresentou hoje (18)
as conclusões da perícia realizada em 16 equipamentos
utilizados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
que, de acordo com denúncias, teriam a capacidade de realizar
escutas telefônicas.
De acordo com o
relatório, nenhum dos equipamentos enviados para perícia
“têm capacidade, isolados ou em conjunto, para demodular
sinais de telefonia celular nos padrões GSM, CDMA e PCS”.
O pedido de perícia
foi feito pelo Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República (GSI) e o resultado encaminhado
à Comissão Mista de Controle das Atividades de
Inteligência do Congresso Nacional.
O GSI também
queria saber se os aparelhos teriam recursos para gravações
de conversas telefônicas originadas de sistemas de telefonia
fixa digitais, como é o caso das centrais telefônicas do
Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Neste caso, a perícia
indicou, também, que os equipamentos não têm
“capacidade para realizar a decodificação e
conseqüente gravação de conversas telefônicas
realizadas por meio de sistemas de telefonia fixa digital
ponto-a-ponto”.
Os peritos da Polícia
Federal afirmam que alguns aparelhos, como um gravador de linha
telefônica e o Oscor 5000, podem gravar conversas telefônicas
originadas de uma telefonia fixa digital, mas que tenha do outro lado
da linha um sistema analógico.
Outro equipamento
encaminhado para perícia pelo GSI, o Stealth LPX Global
Inteligence Surveillance System CDMA & GSM, seria utilizado para
interceptação móvel e de correspondências
eletrônicas (e-mail), de acordo com publicações
na imprensa. Segundo a Polícia Federal, esse equipamento “é
típico para uso em interceptações de áudio
ambiental”.
Os peritos dizem no
relatório que esse equipamento permite o acionamento remoto de
seu transmissor a partir da estação de controle,
utilizando modulação digital cifrada, com alcance em
ambiente interno superior a 200 metros.
“No entanto [o
equipamento em questão] não possui capacidade para
interceptar, demodular e decodificar sinais provenientes de telefonia
móvel e dados oriundos de redes telemáticas”, atestam
os peritos da Polícia Federal.
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