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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, faz balanço das ações do MEC, em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação
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Brasília - O ministro da Educação,
Fernando Haddad, disse hoje (18), em entrevista à Empresa Brasil
de Comunicação (EBC), que criará uma
comissão para discutir as diretrizes curriculares dos cursos
de comunicação social, em especial o de jornalismo, da
mesma forma que o MEC já fez com as graduações
de direito e medicina.
Entre os possíveis
assuntos que serão debatidos pela comissão está
a possibilidade de criar cursos de especialização em
jornalismo para que formados em outras áreas também
possam exercer a profissão.
“Nós
acreditamos que é um bom momento para discutir essas
diretrizes e verificar inclusive quais são as competências
que precisam ser adquiridas por um profissional de outra área
para que ele possa exercer a profissão de jornalista”,
explicou.
Para o ministro, o
aprofundamento do debate pode implicar em melhoria da qualidade do
exercício profissional. “A comissão discutirá
isso, sem prazo determinado, para que o MEC tenha um posicionamento
oficial sobre o assunto [obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão]. Mas essa
[a formação complementar] é uma possibilidade.
Um médico, por exemplo, pode fazer uma pós em
comunicação para cobrir os assuntos de saúde, ou
um pedagogo para cobrir educação”, comparou.
Para o presidente da
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio
Murillo Andrade, o momento é inoportuno para o debate. Em
poucas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ação
que regulamenta a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o
exercício da profissão.
“Pouco adianta o MEC
discutir essas possibilidades se a legislação que
regulamenta [a profissão] só pode ser mudada pelo Congresso Nacional”,
defendeu Andrade.
O presidente da Fenaj disse ainda que essa
movimentação desvaloriza a profissão e é
desrespeitosa por não ter ouvido a opinião das
entidades representativas do setor.
“É mais uma
iniciativa que não contribui para o debate, mas ajuda a
tumultuar. É o olhar de quem desconhece a realidade do
mercado, os salários, as condições de trabalho.
Um advogado vai estudar cinco anos, se formar, estudar jornalismo por
mais dois anos e entrar em uma redação para ganhar R$
1,2 mil, subir morro e levar tapa de bandido?”, questionou Andrade.
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