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19 de Setembro de 2008 - 20h54 - Última modificação em 19 de Setembro de 2008 - 20h54


Brasil terá entre 60 e 70 institutos nacionais de ciência e tecologia, diz ministro

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 300 propostas para criação de uma rede de  institutos nacionais de ciência e tecnologia estão sendo esperadas pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. O prazo de apresentação das propostas terminou hoje (19), informou o ministro, durante solenidade de instalação do primeiro sequënciador  brasileiro de genoma de alto desempenho, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Rezende revelou que serão implantados entre 60 a 70 institutos nacionais, em parceria com alguns estados. Ele destacou nesse processo o interesse e a disposição do governo fluminense em aderir ao programa, oferecendo contrapartida de recursos. O exemplo do Rio de Janeiro acabou sendo seguido por outras unidades da Federação.

Os recursos para o programa de institutos nacionais alcança em torno de R$ 500 milhões para os três primeiros anos, dos quais 40% serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os institutos funcionarão de forma multicêntrica, sob a coordenação de uma instituição-sede de renomada competência  nas áreas de pesquisa selecionadas. Os convênios deverão ser assinados por cinco anos.

Segundo a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia, metade dos recursos se destinará a projetos desenvolvidos em áreas estratégicas do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, lançado em novembro do ano passado. Entre elas, destacam-se biocombustível, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura, saúde, nuclear, espacial e Amazônia.

Ainda durante a cerimônia de instalação do primeiro seqüenciador genômico computacional brasileiro, Rezende anunciou que já neste mês de setembro os funcionários do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) estarão recebendo, pela primeira vez, o salário da nova tabela dos servidores de Ciência e Tecnologia. O aumento, em média, atinge 50%. “E vai ter mais aumento previsto na carreira, no próximo ano. E isso é devido, exatamente, à visão de que é preciso valorizar o Estado e as pessoas que formam o Estado, valorizar as  políticas públicas”, disse Rezende. 



 


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