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19 de Setembro de 2008 - 19h48 - Última modificação em 19 de Setembro de 2008 - 19h48


Novo equipamento consolida posição brasileira na área tecnológica, diz ministro

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse que o desafio, com a instalação do primeiro seqüenciador brasileiro de genoma de alto desempenho, é formar uma rede de grupos de pesquisa com capacidade de analisar os resultados que serão apresentados pela nova unidade.

O aparelho foi instalado hoje (19), no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis. Segundo o ministro, a área genômica é nova no mundo e está em evolução.

Para o ministro, o laboratório foi escolhido para abrigar o seqüenciador por causa de sua capacidade e pela ligação com os demais laboratórios, através da Rede Nacional de Pesquisa. “É possível o pesquisador receber as informações do sequenciador em tempo real e processar, ou procurar decifrar.”

De acordo com informação da assessoria do ministério, o equipamento tem capacidade de seqüenciar até 500 milhões de pares de bases de DNA em dez horas.

Rezende esclareceu que o equipamento vai permitir decifrar o genoma de insetos, plantas, de animais. “E isso faz o Brasil ficar em uma posição muito avançada nesse campo.”

O ministro afirmou que o país está numa posição privilegiada no campo tecnológico em relação à América Latina. Segundo Rezende, países como Argentina e Uruguai, que tiveram uma ciência muito desenvolvida antes do Brasil, “ficaram sucateados” nos anos 90. E o Brasil conseguiu reconstruir esse processo, que se intensificou nos anos recentes, com aportes significativos dos governos federal e estaduais.

“Nós estamos na retomada do processo, na consolidação do sistema nacional de ciência e tecnologia que está permitindo ao Brasil fazer com que ele passe a ser um produtor de bens de maior valor agregado, cada vez mais exportando esses produtos”, disse o ministro.


 


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