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Rio de Janeiro - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu hoje (19) informações contidas no relatório divulgado ontem (18) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a incidência da malária no Brasil. De acordo com o documento, 1,4 milhão de brasileiros teriam contraído a doença em 2006.
“O Brasil não acha razoável ser premiado pelo que ele não faz. Mas acha lamentável ser interpretado com dados absolutamente equivocados”, comentou o ministro.
Para Temporão,“algum burocrata em Genebra ficou jogando dados em cima da mesa e brincando de números”.
Segundo o ministro, os números apresentados são muito frágeis. Temporão alegou ainda que, para ter acesso a informações sobre a malária no Brasil, bastaria que os técnicos da OMS ligassem para o Ministério da Saúde e pedissem os números oficiais.
Temporão assegurou que, ao contrário do que consta no relatório da OMS, essa é uma área em que o Brasil registra redução de casos.
“O tratamento melhorou através de um novo medicamento desenvolvido pela Fiocruz, o diagnóstico é mais rápido. Em duas horas, eu tenho a confirmação ou não se o caso é de malária”.
O ministro da Saúde disse que está aguardando resposta ao ofício que enviou ontem (18) à diretoria geral da OMS, no qual exige a correção imediata dos números que “são totalmente equivocados”.
No ofício, Temporão afirmou que a metodologia aplicada pela OMS não se
aplica ao Brasil. De acordo com o ministério, nos estados da Amazônia
Legal, foram notificados, em 2006, pouco mais de 549 mil casos, e não
1,4 milhão, como diz o relatório da organização.
A região, que concentra 99,7% dos casos da doença no Brasil, é
coberta, ainda segundo nota divulgada pelo MS, por uma rede de 1,2 mil
laboratórios e mais de 41 mil agentes para controle da malária. Isso
garante, de acordo com o governo, números confiáveis.
Segundo dados do ministério, na forma mais grave da doença, houve
uma redução de 46,2% no número de casos no primeiro semestre de 2008 em
relação ao primeiro semestre do ano passado. Com relação à forma mais
branda da malária, a queda no período foi de 35,2% na Amazônia Legal,
sendo Rondônia o estado com a maior queda, 45,9%.
* Colaborou Ana Luiza Zenker
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