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Rio de Janeiro - Antes da caminhada na Praia de Copacabana, na zona sul,
na manhã de hoje (21) a Comissão
de Combate à Intolerância Religiosa recebeu cinco adesões: passaram a integrar a organização a Igreja Católica por meio da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Anglicana, a Federação Israelita, a Sociedade Beneficente Mulçumana e os Hare Krishna.
Ainda não há uma data certa para divulgação da agenda conjunta do
grupo. Mas para os novos representantes, a parceria já é algo
importante para o combate à intolerância, como afirma o bispo
alnglicano Celso Franco de Oliveira."Na nossa visão, a
convivência entre as religiões é saudável. O ser humano amplia a
consciência quando compreende que Deus é muito mais gracioso, é muito
maior do que um Deus fechado em uma igreja”, afirmou.
Uma das das principais metas da Comissão
de Combate à Intolerância Religiosa em 2009 é impedir a transmissão de programas de televisão com conteúdo
preconceituoso contra religiões. A comissão, que é uma
organização da sociedade civil, foi responsável pela coordenação da
caminhada contra o preconceito religioso, na manhã de hoje.
De acordo com representante da comissão, o babalorixá Ivanir dos Santos, a proposta é manter um fórum de diálogo inter-religioso permanente, por meio de uma agenda conjunta, com a meta de difundir a tolerância e acabar com os ataques e as perseguições, entre eles o preconceito em programas de TV.
“Temos que ter mecanismos que coíbam a transmissão pelos meios de comunicação, principalmente as televisões, que são concessões públicas, dos ataques sistemáticos contra nossas religiões”, disse sem citar exemplos. “Contra isso há um silêncio”. Santos disse que o grupo ainda vai discutir o assunto e por meio de parcerias com o Ministério Público decidir o que fazer. Mais cedo, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, defendeu punição mais rigorosa para o preconceito e a criminalização dos líderes religiosos que incitem esse tipo de violência.
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