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São Paulo - Cerca de mil pessoas estarão reunidas nesta semana em São Paulo para avaliar o cumprimento das oito Metas do Milênio,
estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de
assegurar o desenvolvimento global. Elas participam do 2º
Congresso Internacional de Direitos Humanos, aberto nesse domingo (21) no auditório do Anhembi.
De acordo com o presidente do evento, Ricardo Castilho, a
intenção é fazer um balanço do que está sendo feito no Brasil e no mundo para
que os oito objetivos pactuados por 191 países sejam alcançados: acabar com
a fome e a miséria; oferecer educação básica e de qualidade para todos; promover a igualdade entre
sexos e valorizar a mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde
das gestantes; combater a aids, a malária e outras doenças; aumentar qualidade de vida e
o respeito ao meio ambiente; trabalhar conjuntamente pelo desenvolvimento. Castilho explicou que as nações da ONU têm até 2015
para cumprir as oito metas. Porém, disse ele, “se continuarmos como estamos,
não vamos alcançá-las. A maior parte dos países em desenvolvimento avançou
pouco. O Brasil não é diferente”. Ele lembrou que, anualmente, 1 milhão de
pessoas morrem de malária por ano no país, 18 milhões de brasileiros ainda são
analfabetos e muitos cidadãos sobrevivem com menos de U$ 1 (cerca de R$
1,80) por dia. “Nossas políticas de combate à fome e à miséria são um engodo.
Talvez por conta delas, as pessoas não saem nunca da pobreza”, acrescentou,
criticando programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Castilho afirmou, entretanto, que no combate à aids o Brasil
vai bem. “Somos o único país em desenvolvimento com uma política de combate à aids
considerada modelo”.
A partir do encontro, disse o presidente, será elaborada a Carta
Brasil de Direitos Humanos 2008. O documento vai ser enviado a órgãos
governamentais e não-governamentais nacionais e do exterior, e também à própria
ONU. De acordo com Ricardo Castilho, inicialmente, esta carta deve
conter um pedido para que as Nações Unidas incluam uma nona meta no rol de
objetivos para o milênio: a não-discriminação.
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