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Brasília - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (22) que ficou
“feliz” com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domícilios (Pnad), divulgada na última semana, que
apontou a redução da desigualdade entre ricos e pobres,
mas defendeu ritmo mais acelerado para a distribuição
de renda.
“Gostaria
de estar mais feliz se as coisas estivessem andando mais rápido.
Gostaria de ter ficado muito mais feliz porque eu sempre quero mais
crescimento, sempre quero mais distribuição de renda”,
comentou em seu programa semanal de rádio Café com o
Presidente.
Na avaliação de Lula, a redução de 0,563 para 0,528 (entre 2002 e 2007) do Índice de
Gini, indicador utilizado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) para medir a desigualdade entre os países, foi um resultado “satisfatório”. De acordo com o índice, quanto mais
próximo de zero, menor a desigualdade na distribuição
de renda.
“Isso
significa ter mais emprego, significa mais renda, significa que o
povo está tendo mais acesso a produtos que antes eram difíceis
de ter acesso”, argumentou ao citar a queda do desemprego e o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada. "Pela primeira vez, desde a década de 90, a porcentagem dos trabalhadores que contribuem para a Previdência ultrapassa os 50%", acrescentou.
Para
Lula, o acesso de mais brasileiros a produtos como fogão,
geladeira, televisão, computador e a alimentação
com mais qualidade mostram que o país “está no
caminho certo”.
O
presidente voltou a defender a aplicação de recursos da
exploração do petróleo da camada pré-sal
em políticas sociais.
“O
Brasil precisa de muita política social. Por isso é que
eu tenho dito que, com a descoberta do petróleo na área
do pré-sal, uma parte desses recursos do petróleo
precisa ser canalizada prioritariamente para a gente resolver o
problema da pobreza no Brasil, das desigualdades e o problema da
educação”, apontou.
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