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Brasília - Quinze mortos e oito
pessoas feridas à bala. Esse é o saldo da chacina ocorrida hoje
(22), no início da tarde, em Guaíra, no oeste do
Paraná, fronteira com o Paraguai. De acordo com informações
da Polícia Federal, os assassinos chegaram de barco, pelo Rio
Paraná, pela parte do lago de Itaipu que banha o Paraguai.
Há a suspeita de
que os criminosos sejam paraguaios. Eles estavam encapuzados e já
chegaram atirando contra a população no lado
brasileiro. Ainda não há informações
sobre o número de assassinos. A PF e a Polícia
Civil de Guaíra, de Foz do Iguaçu e de Toledo estão
realizando uma grande operação com o objetivo de tentar
localizar os assassinos.
Hoje à tarde, o
secretário de Segurança Pública do Paraná,
Luiz Fernando Delazzari, concedeu entrevista e afirmou que uma uma
dívida de R$ 4 mil com o tráfico pode ter sido
a motivação para as mortes, que teriam ocorrido em uma
favela, próxima ao lago de Itaipu. No entanto, a Polícia
Federal não confirmou as informações passadas
pelo secretário e disse que segue nas investigações
de outras hipóteses para o crime. Uma hipótese
analisada pela polícia é que o crime tenha ocorrido em
represália devido a denúncias feitas por moradores sobre a
existência de contrabando na região, realizado pelo rio.
De acordo com a PF, a
chacina ocorreu na Vila Santa Clara, localidade às margens do lago
de Itaipu. O governo do Paraná e a Polícia Federal
formaram uma força-tarefa e amanhã (23), o secretário Luiz Fernando Delazzari e o superintendente da Polícia
Federal no estado, Delci Carlos Teixeira, vão para o local.
A região já
é conhecida pela polícia pelo alto número de
mortes devido à existência de conflitos de terra. Outro problema é
a intensa atuação de quadrilhas de contrabando de
drogas e armas, mercadorias vindas do Paraguai. As buscas estão
sendo feitas por terra, com lanchas e também com a ajuda de um
helicóptero na fronteira com o município de Salto del
Guaira, no Paraguai.
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