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Brasília - Uma equipe do Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 141 trabalhadores de uma usina de álcool no município de
Paracuru (CE). Eles foram
encontrados em situação degradante de trabalho, sem
equipamento de proteção individual para o corte da
cana-de-açúcar – como óculos e luvas – e
descalços. Entre os trabalhadores havia cinco menores de idade. A operação começou no dia 10
de setembro e terminou ontem (22).
Do total de
resgatados, 55 atuavam no canavial e 86, no parque indutrial. Apenas três tinham registro em
carteira. A empresa fazia semanalmente o pagamento pelo corte da cana, que ocorria das 5h às
13h. Segundo os fiscais do MTE,
as condições de higiene na plantação
também eram precárias. Não havia banheiros e a
empresa não disponibilizava água e nem refeição
para os trabalhadores. No parque industrial, os fiscais também
identificaram condições de risco à saúde
dos trabalhadores, como estruturas enferrujadas e máquinas sem
proteção.
Os trabalhadores resgatados eram
moradores do próprio município ou de vilarejos próximos a
Paracuru. Os que precisavam de transporte para chegar ao local iam em
cima da boléia de um caminhão, junto com as ferramentas utilizadas
no corte. Segundo o grupo móvel, a legislação
determina que o transporte seja feito de ônibus, e que haja um local
reservado para as ferramentas.
De acordo com o Ministério do Trabalho, foram
lavrados 111 autos de infração e três termos de
interdição. A empresa que mantinha os trabalhadores também foi autuada pelo
descumprimento de normas de segurança no parque industrial. Eles receberam seguro-desemprego e o valor das verbas
recisórias chegou a R$ 245 mil. Segundo informações do ministério, a empresa se recusou a pagar
as recisões e deve ser acionada na Justiça pelo Ministério
Público do Trabalho (MPT) e pela Procuradoria Regional.
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