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23 de Setembro de 2008 - 12h23 - Última modificação em 23 de Setembro de 2008 - 13h41


Brasil piora em ranking sobre corrupção, mas percepção da população fica estável

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A percepção dos brasileiros sobre a corrupção no país permaneceu estável no último ano, revela o Índice de Percepção da Corrupção, divulgado hoje (23) pela organização não-governamental Transparência Internacional.

O Brasil aparece na 80º posição, em um total de 180 países avaliados, e recebeu nota 3,5, a mesma obtida no ano passado, quando ocupou o 72ª lugar.

Na classificação da Transparência Internacional, os primeiros países da lista são aqueles em que há menor percepção de corrupção pela população. As notas variam entre dez, para as nações consideradas menos corruptas, e zero, para as mais corruptas.

Na América Latina, o Chile ficou na melhor colocação e a Venezuela obteve o pior índice. Os países em que a percepção de corrupção é menor são Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia. Entres os considerados mais corruptos estão Haiti, Somália, Iraque e Afeganistão.

O relatório da organização destaca a estreita ligação entre a pobreza, instituições falidas e corrupção, e afirma que o fenômeno põe em risco “o combate global contra a pobreza, ameaçando arruinar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio traçados pela Organização das Nações Unidas”.

O índice não mede objetivamente a corrupção, mas sim como o conjunto da sociedade percebe subjetivamente o problema em cada país. Para formar o índice, empresários e analistas de diversas nações são convidados a dar sua opinião sobre o assunto.



 


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