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Brasília -
Ao apresentar os números relativos à
arrecadação e às despesas do mês de
agosto, o ministro da Previdência Social, José Pimentel,
afirmou hoje (23) que a meta do Regime Geral do Sistema Previdenciário é
equilibrar a receita e a despesa na área urbana. Segundo ele,
a expectativa é fazer com que a Previdência urbana seja
superavitária a partir de 2010.
Pimentel reafirmou estimativa feita no mês
passado de que a Previdência deve fechar 2008 com déficit
de R$ 38 bilhões, valor 13,6% menor do que a estimativa
prevista anteriormente, que era de R$ 44 bilhões.
Já
em 2007, o déficit ficou abaixo do previsto. A diferença
entre arrecadação e despesas ficou em R$ 42 bilhões
no ano passado, quando a estimativa era de R$ 47 bilhões.
Pimentel comemorou a crescente arrecadação
e a redução percentual dos pagamentos na área
urbana, conquistas que ele atribuiu ao crescimento econômico,
ao aumento da formalização no mercado de trabalho, à
gestão que vem sendo empreendida no setor e à redução
do número de fraudes.
De janeiro a agosto deste ano, a Previdência
Social arrecadou R$ 101,9 bilhões e teve R$ 126,9 bilhões
de despesas, com déficit acumulado de R$ 24,931 bilhões.
Nos oito primeiros meses do ano passado, a conta ficou em R$ 93
bilhões de arrecadação, despesas de R$ 121,9
bilhões e déficit de R$ 28,8 bilhões.
O ministro afirmou que o governo conta agora com a
aprovação pelo Congresso Nacional de projeto de lei que
institui alíquota única de contribuição,
no valor de R$ 46, para os micro empreendedores. A medida, de acordo
com Pimentel, permitirá a atração para a
Previdência de mais de 1 milhão de trabalhadores, entre
pedreiros, costureiras, barbeiros, eletricistas e outros
profissionais autônomos que estão na informalidade.
Com isso, segundo destacou, esses profissionais
passarão a ter direito à aposentadoria e aos outros
benefícios da Previdência Social. “E contribuirão
para o aumento da arrecadação, necessária para a
sustentabilidade do sistema”, disse.
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