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Brasília - Os índios Pataxó Hã Hã Hãe que ocupam a Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, na Bahia, não possuem direito originário sobre a área, segundo o advogado José Guilherme Vilela, representante dos produtores rurais que possuem terras dentro da reserva. O advogado afirmou hoje (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), que uma decisão favorável aos índios abriria um precedente inadequado.
“Toda prova é
fundada em trabalho de antropólogos, o que levaria todos nós a
meros dependentes da situação de 1500. Essa idéia
de posse imemorial não basta”, defendeu.
Vilela acusou a Fundação Nacional do Índio (Funai)
de promover ações para viabilizar uma ocupação
artificial da área.
“A Funai
arrebanhou índios em Minas Gerais e no Espírito Santo e
levou para essa região da Bahia. É uma região
rica, e nenhum antropólogo provou até hoje que índio
plante cacau.”
O advogado sustentou
ainda que a maioria dos títulos de posse emitidos pelo
governo baiano aos fazendeiros são datados de 1938 a 1949, e
não de 1979 como apontaram a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Funai.
A Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu possui 54,1 mil hectares. Na área, vivem aproximadamente 4 mil índios
Pataxó Hã-Hã-Hãe e fazendeiros que obtiveram títulos de posse do
governo do estado. A ação da Funai - que está sendo julgada hoje (24) no Supremo e pede a anulação dos títulos de propriedades rurais dos fazendeiros - tramita na Justiça há
25 anos.
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