



|
Brasília - O advogado do governo
da Bahia, Antonio Vasconcelos, disse hoje (24) aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que teme as
consequências de uma possível decisão pela retirada de
fazendeiros que ocupam áreas dentro da Terrra Indígena
Caramuru-Paraguaçu.
“O desfecho dessa
ação pode gerar conflitos de diversas ordens e,
certamente, gerará inúmeras ações de cunho
indenizatório contra o estado”, afirmou.
Vasconcelos argumentou
que a demarcação da área de 54,1 mil hectares
como indígena não se deu em bases consistentes. O
advogado citou um documento do Ministério da Agricultura,
datado de 1960, segundo o qual as terras daquela região
arrendadas a 3 mil agricultores pertenciam ao estado da
Bahia e não à União.
Segundo o representante
do governo baiano, a posição do Ministério da
Agricultura se devia ao fato de “não haver mais índios”
na área onde se localizam as fazendas.
O STF julga na tarde de hoje (24) ação em que a Fundação Nacional do Índio (Funai) pede que
sejam declarados nulos títulos de propriedade sobre imóveis
rurais na Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu. Na área, vivem aproximadamente 4 mil índios
Pataxó Hã-Hã-Hãe e fazendeiros que obtiveram títulos de posse do
governo do estado. A ação tramita na Justiça há
25 anos.
|
|