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Curitiba - A polícia do Paraná, que trabalha em conjunto com
autoridades paraguaias na captura dos assassinos de 15 pessoas, na
última segunda-feira (22), começou a divulgar hoje (24) fotos de
dois dos três envolvidos no crime. A chacina,
considerada a maior do estado, ocorreu em Guaíra, na fronteira
com o Paraguai. Jair Correia teria comandado os assassinatos com a
ajuda do filho Gleison Correia.
Segundo
o delegado-chefe da Polícia Federal em Guaíra, Érico
Ricardo Saconato, alguns dos oito sobreviventes que ficaram feridos
durante o massacre, denunciaram a participação também
de Ademar Fernando Luiz. Os três estão com a prisão
provisória decretada pelo juiz Wendel Bruniere, da comarca de
Guaíra. O delegado contou que, na noite de ontem (23), surgiu
uma informação, ainda não confirmada, de que os
traficantes foram vistos no Paraguai. “Mas não é
certeza, assim como não é certo que eles ainda estejam
vivos, pode acontecer uma queima de arquivo”, disse.
Ele
acredita que o caso será resolvido nas próximas horas,
“até porque todos estão interessados que isso
aconteça, principalmente os paraguaios. Os comerciantes temem
que as vendas caiam devido à repercussão”.
O
motivo do crime foi vingança e acerto de uma dívida de
R$ 4 mil entre traficantes de drogas, segundo o delegado. Testemunhas
disseram à polícia que os matadores chegaram de barco,
pelo Lago de Itaipu, à favela “Vila Santa Clara”, onde
moravam as vítimas. Eles queriam acertar contas com Jocemar
Marques Soares, conhecido por Polaco, que já cumpriu pena por
trafico de drogas. Além do dinheiro, ele teria ordenado a
execução de um traficante rival.
Cerca
de 200 policiais de vários municípios paranaenses, além
de policiais de corporações especiais, agentes das
Polícias Federal e Rodoviária Federal continuam em
Guaíra, auxiliando nas investigações. As buscas
estão sendo feitas por terra, ar e pelo Lago de Itaipu, na
fronteira com a cidade Salto Del Guairá, no Paraguai.
Na
opinião do delegado, este crime pode motivar o reforço
da segurança na região. “Com a inauguração
da nova aduana – em 2006 – e o aumento da fiscalização
na Ponte da Amizade, o transporte ilegal migrou para travessias pelo
Rio Paraná e pelo Lago de Itaipu”. De acordo com ele, seria
importante uma maior integração entre os órgãos
que trabalham no combate à violência e ao tráfico,
principalmente com as áreas de inteligência do Exército
e da Marinha. “ A troca de informações deveria ser
formalizada entre todos os órgãos brasileiros e pelos
governos do Brasil e Paraguai e não informalmente como vem
sendo feita”, argumenta.
Matéria modificada para correção de informações. O título também foi corrigido.
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