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Rio de Janeiro - Os alunos de escolas públicas são os mais beneficiados
com a política de cotas adotada pelas universidades públicas do país.
Em seguida, estão os indígenas e depois os negros. É o que revela o
Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado hoje (24),
pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio.
De acordo
com levantamento, cerca de 60% das universidades estaduais e federais
do país adotam algum tipo de ação afirmativa. Dessas, quase a metade
(42%) são cotas. Entre as universidades que fazem reserva de vagas, a
maioria é para alunos de escolas públicas (82%), 59% indígenas e 58%,
negros. As modalidades podem ser oferecidas simultaneamente.
Segundo
uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado,
apesar de as cotas raciais não serem tão predominantes quanto as outras
duas, são alvo muito mais freqüente de críticas na sociedade. Para ela,
uma explicação para o fenômeno está no racismo.
"Esse é
um tema que ainda hoje é muito delicado porque muitos acham não existe.
Então, quando se fala na necessidade de ter uma cota para negros, é
como se fôssemos obrigados a reconhecer o racismo no Brasil e como isso
impede a entrada de negros na universidade", avaliou.
O
levantamento da PUC aponta três tipos de ações afirmativas em dez instituições pesquisadas. Além da reserva de vagas para alunos de
escolas públicas, indígenas e negros, há também programas para inserir
deficientes físicos, assentados da reforma agrária, quilombolas e
alunos provenientes de cidades do interior.
Além das cotas,
também faz parte da política de ações afirmativas a criação de vagas
extras nos cursos, principalmente para alunos indígenas e também a
adição de pontos no vestibular.
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