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Brasília - As empresas que
baixarem os índices de acidentes de trabalho vão ser
beneficiadas, a partir de janeiro de 2010, com o pagamento de
alíquota diferenciada à Previdência Social.
Atualmente, elas recolhem de 1% a 3% sobre a folha salarial, conforme
o índice de acidentes, e passarão a ter esses fatores
multiplicados por 0,5% a 2%, conforme os resultados de sua política
de redução de acidentes.
O ministro da
Previdência Social, José Pimentel, anunciou nesta
quarta-feira (24), a instituição do Fator Acidentário
de Prevenção (FAP), que vai multiplicar a contribuição
atual de acordo com o grau de risco do ramo de atividade, que inclui
também a ocorrência de doenças profissionais.
Onde os índices
forem maiores, poderá haver aumento de até 100% na
alíquota de contribuição, cabendo a redução
se houver regressão das estatísticas atuais, segundo
Pimentel.
A intenção
do Ministério da Previdência Social, de acordo com
Pimentel, "é criar uma cultura de prevenção
de acidentes e doenças ocupacionais".
O FAP vai ser aplicado
às alíquotas que financiam o Seguro de Acidentes de
Trabalho (SAT). A multiplicação dos fatores atuais pelo
FAP poderá elevar para até 6% o percentual que será
pago sobre a folha de salários das empresas que trabalham com
atividades de alto risco.
A Convenção
187, da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
recomenda aos países signatários a adoção
de políticas nacionais de prevenção de acidentes
de trabalho.
O ministro Pimentel
lembra que a instituição do FAP não afetará
os trabalhadores, uma vez que o pagamento sempre será feito
pelas empresas.
"Os trabalhadores
continuarão contando com o nexo técnico-epidemiológico
em vigor, que é aplicado em todo o país por 5.200
médicos na avaliação dos casos de acidentes de
trabalho ou de licença saúde".
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