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24 de Setembro de 2008 - 17h22 - Última modificação em 24 de Setembro de 2008 - 17h22


Comissão de Anistia indeniza 41 metalúrgicos do ABC

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça indenizou ontem (23) 41 metalúrgicos, que participaram das históricas greves dos anos 1970 e 1980. A cerimônia, que reconheceu oficialmente esses metalúrgicos como perseguidos políticos, foi realizada na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo (SP).

Além de terem sido anistiados, todos os 41 metalúrgicos vão receber algum tipo de reparação pela perseguição política. Vinte e dois metalúrgicos vão receber um valor mensal permanente entre R$ 957 e R$ 3 mil, além de uma indenização retroativa entre R$ 69 mil e R$ 404 mil. Os demais serão indenizados com um benefício único, que varia de R$ 12,4 mil a R$ 100 mil.

Segundo a Comissão de Anistia, o movimento dos metalúrgicos teve “papel estratégico na luta pela reabertura democrática” do país. Em 1980, mais de 500 mil trabalhadores das indústrias paulistas cruzaram os braços durante 41 dias e o então ministro do Trabalho, Murilo Macedo, acabou determinando uma intervenção federal nos sindicatos dos metalúrgicos de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema. Na época, o movimento era liderado pelo atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que já foi anistiado pelo Ministério do Trabalho.



 


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