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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Francisco Ambrósio durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas
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Brasília - O
ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI)
Francisco Ambrósio negou participação na
gravação ilegal de conversas telefônicas de
autoridades. Disse apenas que seu trabalho se resumia em "fazer
uma triagem" de e-mails que estavam num Disco Rígido (HD)
de um computador apreendido pela Polícia Federal.
"Não
participei de qualquer escuta telefônica legal ou ilegal. Não
tenho a menor idéia de quem tenha feito a escuta. Não
tenho autorização para esse tipo de procedimento",
argumentou em depoimento à Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas.
Francisco
Ambrósio é acusado de, a pedido do coordenador da
Operação Satiagraha, delegado da Polícia Federal
Protógenes Queiroz, ter gravado clandestinamente conversas de
autoridades, inclusive do senador Demóstenes Torres (DEM-GO)
com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Ele disse que foi chamado por Protógenes para trabalhar como
"um colaborador eventual" na operação.
"Todos
os dias chegava às 8h. O meu computador já estava
ligado e na tela já havia uma pasta aberta, que era a minha
tarefa do dia. Fazia a seleção dos assuntos. Fazia uma
leitura rápida e jogava numa planilha: data, hora, remetente,
destinatário e assunto. Não fazia análise,
porque não entrava no mérito", explicou,
acrescentando que os e-mails eram de 2004.
Para
fazer o trabalho de triagem, Ambrósio recebeu recebeu R$ 1,5
mil mensais, durante um semestre, e assinou recibo pelo pagamento.
Ele ainda disse que se identificava todos os dias na portaria do
edifício da Polícia Federal, em Brasília, e
chegou a dividir sala com o delegado Protógenes. "Era uma
sala específica para a Operação [Satiagraha]",
afirmou.
A matéria e o título foram alterados para correção de informação.
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