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24 de Setembro de 2008 - 11h30 - Última modificação em 25 de Setembro de 2008 - 10h04


Ex-agente diz à CPI que fazia apenas triagem de e-mails

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Francisco Ambrósio durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas Brasília - O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Francisco Ambrósio durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas
Brasília - O ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio negou participação na gravação ilegal de conversas telefônicas de autoridades. Disse apenas que seu trabalho se resumia em "fazer uma triagem" de e-mails que estavam num Disco Rígido (HD) de um computador apreendido pela Polícia Federal.

"Não participei de qualquer escuta telefônica legal ou ilegal. Não tenho a menor idéia de quem tenha feito a escuta. Não tenho autorização para esse tipo de procedimento", argumentou em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Francisco Ambrósio é acusado de, a pedido do coordenador da Operação Satiagraha, delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, ter gravado clandestinamente conversas de autoridades, inclusive do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Ele disse que foi chamado por Protógenes para trabalhar como "um colaborador eventual" na operação.

"Todos os dias chegava às 8h. O meu computador já estava ligado e na tela já havia uma pasta aberta, que era a minha tarefa do dia. Fazia a seleção dos assuntos. Fazia uma leitura rápida e jogava numa planilha: data, hora, remetente, destinatário e assunto. Não fazia análise, porque não entrava no mérito", explicou, acrescentando que os e-mails eram de 2004.

Para fazer o trabalho de triagem, Ambrósio recebeu recebeu R$ 1,5 mil mensais, durante um semestre, e assinou recibo pelo pagamento. Ele ainda disse que se identificava todos os dias na portaria do edifício da Polícia Federal, em Brasília, e chegou a dividir sala com o delegado Protógenes. "Era uma sala específica para a Operação [Satiagraha]", afirmou.


A matéria e o título foram alterados para correção de informação.
 

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