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25 de Setembro de 2008 - 12h16 - Última modificação em 25 de Setembro de 2008 - 12h45


Ministro diz que Previdência urbana terá superávit em 2010, se crescimento do PIB for mantido

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - O ministro da Previdência Social, José Pimentel, fala a emissoras de rádio sobre os resultados da Pnad 2007 e a queda na necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência
Brasília - O ministro da Previdência Social, José Pimentel, fala a emissoras de rádio sobre os resultados da Pnad 2007 e a queda na necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência
Brasília - Se a economia brasileira continuar crescendo ao menos 4% ao ano, a Previdência urbana voltará a ser superavitária em 2010. A expectativa é do ministro da Previdência, José Pimentel, que concedeu hoje (25) entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Nesse mês de agosto a Previdência pública urbana já foi superavitária. O resultado foi de R$ 181 milhões”, destacou Pimentel.

Apesar dos bons números na Previdência urbana, a maior parte do déficit está no campo. Segundo o ministro, dos R$ 38 bilhões de déficit da Previdência, R$ 35 bilhões estão na área rural. Mas, de acordo com Pimentel, isso é natural, uma vez que os trabalhadores do campo contribuem para a alimentação de toda a sociedade e devem ser sustentados por ela na velhice.

“A atividade rural será sempre subsidiada pela sociedade brasileira, porque a contribuição nessa área não é obrigatória.”, explicou o ministro. “Já a Previdência urbana é contributiva e nós temos a obrigação de fazer com que ela seja superavitária, para que ela seja sustentada atuarialmente”, completou.

Ao comentar os resultado da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 – que indicou que, pela primeira vez, mais da metade da população economicamente ativa está dentro da cobertura previdenciária –, Pimentel disse não ter receio de que no futuro a Previdência brasileira não consiga pagar os benefícios.

“O jovem que está entrando no mercado de trabalho agora, com 19 anos, pode ficar tranquilo que ao chegar a 2046, quando se aposentar, seu dinheiro vai estar reservado”, garantiu.

O ministro afirmou também que o objetivo é incluir um número cada vez maior de trabalhadores na Previdência. Para isso, o foco do governo serão as empregadas domésticas e os microempreendedores, como cabeleireiros e donos de pequenos comércios.

No caso das trabalhadoras domésticas, apenas 1,5 milhão de um total de 7 milhões têm carteira assinada e fazem parte do regime previdenciário. Já para os microempresários, Pimentel disse que, com uma contribuição de R$ 45,65 por mês, é possível incluir na Previdência todos os cerca de 10 milhões de trabalhadores, que lucram até R$ 36 mil por ano.


 


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