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Brasília - A arrecadação dos tributos federais fechou os primeiros oito meses do ano com recorde. Segundo
números divulgados hoje (25) pela Receita Federal, foram arrecadados R$ 451,975
bilhões, montante 10,33% maior que o acumulado no mesmo
período do ano passado.
Somente em agosto, o
governo federal arrecadou R$ 53,93 bilhões. O valor é o
maior já registrado para o mês, representando alta de
4,26%, na comparação com agosto de 2007. As variações
são corrigidas pelo Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do
governo.
Apesar da alta, o
crescimento da arrecadação desacelerou no último
mês. Até julho, a alta das receitas tinha sido de 11,2%,
descontado o IPCA. Segundo a Receita, o aumento da arrecadação foi provocado, principalmente,
pelo crescimento da economia, que impulsionou as vendas, a produção
industrial, os lucros das empresas e a massa salarial.
Os tributos que registraram maior crescimento de janeiro a agosto foram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com alta real - descontado o IPCA
- de 151,72%. No início do ano, o governo elevou as alíquotas do IOF sobre
operações de crédito para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
A receita da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou a
segunda maior elevação: 28,21%. De acordo com a Receita, esse aumento foi
provocado pela elevação da alíquota de 9% para 15% da CSLL das instituições financeiras e pelos lucros maiores das demais empresas registrados neste ano, o que elevou
a arrecadação do tributo.
Na contramão das receitas recordes, a arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico (Cide) registrou queda de 20,44% no acumulado do
ano. Essa baixa, avalia a Receita, corresponde à desoneração da Cide para a
gasolina e o diesel, anunciada em maio, para impedir que o aumento do preço
dos combustíveis nas refinarias fossem repassados aos consumidores.
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