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São Paulo - A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul
(Famasul) vai promover na segunda-feira (29), em Miranda, um protesto contra ações da
Fundação Nacional do Índio (Funai) no estado. Segundo a entidade, a Funai não
estaria cumprindo o acordo firmado no dia 15 pelo presidente do órgão, Márcio
Meira, e pelo governador André Puccinelli (PMDB). Em reunião realizada na sede do governo sul-mato-grossense, em Campo Grande, Meira se comprometeu em suspender estudos
antropológicos para possíveis demarcações de terras indígenas até que uma
instrução normativa fosse publicada pela Funai. Até hoje, a instrução não foi publicada. Além disso, segundo representantes dos
sindicatos rurais de MS, os estudos não foram suspensos. “Nós entendemos que o acordo foi descumprido”, afirma o
diretor-secretário da Famasul e presidente da Comissão Estadual de Assuntos
Indígenas e Fundiários da entidade, Dácio Queiroz, em nota publicada no site da
federação na quinta-feira (25).
Em nota anterior, publicada na quarta (24), a Famasul
informa também que o acordo entre Funai e governo “de fato era de ‘fachada’”. A federação diz que
antropólogos de grupos de trabalho da fundação foram vistos em aldeias de estado. Procurada pela Agência Brasil, a Funai garantiu que os
estudos foram suspensos. “Parte dos antropólogos
que compõem os grupos de estudo permanece nas aldeias, pois são colaboradores
antigos da Funai em outros projetos, como a documentação de línguas indígenas”,
justifica a fundação.
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