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29 de Setembro de 2008 - 08h55 - Última modificação em 29 de Setembro de 2008 - 08h54


Brasil nunca teve situação econômica tão sólida como agora, reafirma Lula

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar hoje (29) que, mesmo diante da forte crise econômica mundial, o Brasil “nunca teve uma situação tão sólida como agora”. Ao comentar os índices de emprego e desemprego apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, ele disse que o atual cenário financeiro norte-americano não refletiu problemas na economia brasileira.

“Porque nós estamos exportando mais e porque a economia está crescendo. Estamos preparados para crescer mesmo com a crise americana. Agora, é importante que o povo brasileiro saiba que uma crise de recessão em um país importante como os Estados Unidos pode trazer problemas a todos os países do mundo, porque eles representam a maior economia do mundo”.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula afirmou estar “convencido” de que, caso o Brasil tenha que passar por “algum aperto”, será “muito pequeno”. O presidente destacou pontos como a diversificação da balança comercial e o mercado interno, que para ele será capaz de sustentar grande parte da economia brasileira.

“Eu fiz questão de começar o meu pronunciamento na ONU [Organização das Nações Unidas] denunciando a crise americana e chamando a atenção para o papel do funcionamento do sistema financeiro no mundo. O sistema financeiro também precisa ter muita ética e a minha idéia é que, daqui para frente, os Bancos Centrais possam se reunir em Basiléia [cidade onde funciona a sede do banco de Compensações Internacionais, na Suíça] e tomar medidas duras para investigar e controlar o sistema financeiro no mundo”.

De acordo com o presidente, não se pode mais permitir que bancos sejam transformados em “verdadeiros cassinos”, onde o que vale é a aposta sem se medir as conseqüências. Lula reforçou que o sistema financeiro brasileiro não está “envolvido” na crise mundial, "que pertence" aos banqueiros americanos e europeus. “É preciso que eles assumam responsabilidades”.



 


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