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Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência da
República adiou, mais uma vez, uma decisão sobre a conduta do chefe de
gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho,
durante conversa telefônica com o ex-deputado federal Luiz Eduardo
Greenhalgh, que integra as investigações da Operação Satiagraha, da
Polícia Federal.
Ao final da reunião de hoje (29), o
presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, disse que o caso voltará a
ser analisado no próximo encontro, marcado para o dia 29 de outubro. Em agosto, a comissão já havia adiado a conclusão sobre a conduta de Carvalho.
Pertence não deu detalhes sobre o andamento do
processo, argumentando ser sigiloso. Nem mesmo revelou se o relator do
caso, o advogado Roberto Caldas, apresentou seu voto favorável ou não a
Carvalho. “O nosso processo é sigiloso. Dali [da comissão] não vaza, ao
contrário de outras instâncias”, disse Pertence.
No diálogo, Greenhalgh pediu a Carvalho que
verificasse se o governo estava investigando seu cliente, Humberto
Braz, um dos principais assessores do banqueiro Daniel Dantas, dono do
Oportunity. Dantas e Braz foram presos na Operação Satiagraha. Em nota, o chefe de
gabinete de Lula admitiu a conversa com o ex-deputado federal, mas negou
tráfico de influência.
A comissão de ética avalia a postura de altas
autoridades conforme as normas da administração pública federal. O
órgão é consultivo, pode apenas sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula
da Silva algum tipo de punição, que pode ser de advertência à
demissão.
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