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30 de Setembro de 2008 - 12h33 - Última modificação em 30 de Setembro de 2008 - 12h33


Número de contribuintes da Previdência ainda não atingiu patamares de 20 anos atrás

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Embora em 2007 a Previdência Social tenha sido responsável por tirar 20 milhões de pessoas da pobreza e 17 milhões da situação de indigência, segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os números poderiam ser melhores se os indicadores da Previdência não tivessem sofrido piora significativa em 1987 e 2007.

O estudo feito sobre dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que o número de contribuintes sofreu uma forte redução em 1997.

A recuperação só começou, e de forma discreta, em 2001. Nos anos posteriores, essa melhoria vem se tornando mais acentuada, mas não o suficiente para que, em 2007, a Previdência Social no Brasil recuperasse o percentual de contribuintes de 20 anos atrás.

Em 1987, 51,8% da população brasileira contribuíam para a Previdência Social. Atualmente esse percentual, mesmo em curva ascendente, ainda é de 51,2%.

O estudo revelou que a situação é pior nas metrópoles brasileiras, onde o nível de contribuição está 12 pontos percentuais abaixo do registrado em 1987. No ano passado, 57,6% da população contribuíram com para a Previdência. Esse percentual em 1987 era de 69,7%.

No campo, o percentual de contribuintes aumentou. Em 2007, eles eram 26,2% dos trabalhadores, enquanto há 20 anos não passavam de  18,6%. Apesar dessa redução, o contingente de pessoas que não contribui é muito: no campo, sete, em cada 10 pessoas ocupadas não são segurados do INSS.

O número de trabalhadores de 16 a 59 anos que não têm proteção da Previdência ainda é elevado, de acordo com a avaliação do Ipea. Na última década, a pior marca é de 2002, com 39,2% de pessoas desprotegidas.

“A Pnad revela o melhor dado desde 1997: 35,4%de desprotegidos. Mas isso equivale a um trabalhador em cada três, correndo o risco de não ter aposentadoria alguma no futuro”, destaca o estudo em referência à situação registrada em 2007.



 


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