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29 de Setembro de 2008 - 20h37 -
Última modificação
em 29 de Setembro de 2008 - 20h37
Plano de manejo para assentamentos é uma das prioridades para combater desmate, diz Minc
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Janine Moraes (Estagiária sob sup. de Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulga lista dos maiores desmatadores da Amazônia e apresenta a Força Federal de Combate aos Crimes Ambientais, que terá 3.000 agentes
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Brasília - A
elaboração de planos de manejo para regular a retirada
de recursos naturais de assentamentos da reforma agrária foi
listada hoje (29) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, como
uma das 12 medidas que o ministério vai tomar em resposta ao
avanço do desmatamento, registrado pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Temos
que garantir sustentabilidade aos assentamentos, dar um reforço
para os extrativistas”, apontou.
Lista divulgada hoje pelo
ministério aponta assentamentos do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) como
líderes da devastação da floresta.
“O
Incra aparece em oito citações entre os 100 maiores
desmatadores. As propriedades particulares desmatam pelo menos 3,5
vezes mais que os assentamentos”, minimizou Minc.
A medida inclui
oficinas em oito estados e assinatura de Termos de Ajustamento de
Conduta com o Ministério Público Federal para “dar
sustentabilidade” aos assentamentos.
A criação
de um comitê interministerial, “um Copom para o desmatamento”, e da
Força Federal de Combate aos Crimes Ambientais, com 3
mil agentes, também foi anunciada por Minc.
O novo
pacote anti-desmatamento ainda inclui o reforço do Plano de
Ação para Controle e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal, criado em 2003, a injeção de mais
de 6 milhões de euros para implementação do
distrito ambiental no entorno da BR-163 (que liga o Pará ao Mato Grosso), a retirada de “bois
piratas” de uma unidade de conservação em Rondônia,
o estímulo à produção de planos estaduais de
combate ao desmatamento para receber recursos do Fundo Amazônia,
o monitoramento de planos de manejo estaduais e a criação
de novos portais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal em rodovias
para conter o transporte e comércio ilegal de madeira na
Amazônia.
De acordo
com Minc, o objetivo das medidas não é “encher os
cofres” do Ibama. "O mais importante é mudar de
atitude, acabar com a impunidade e reconstituir aquilo que foi
desmatado pelos crimes", apontou.
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