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Janine Moraes (Estagiária sob sup. de Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hachbart, questiona lista dos maiores desmatadores da Amazônia, divulgada hoje pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc
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Brasília - O
presidente do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, questionou a lista dos 100
maiores desmatadores divulgada hoje (29) pelo Ministério do Meio Ambiente, que aponta os assentamentos da reforma agrária como líderes de devastação da Amazônia. “O
Incra está sendo injustiçado”, afirmou.
De acordo
com a lista do MMA, oito assentamentos do Incra, todos em Mato
Grosso, foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de
devastação da Amazônia. O total de multas para o
órgão federal é de mais de R$ 250 milhões.
Segundo
Hackbart, as imagens de satélite utilizadas pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) para as multas são antigas, e alguns assentamentos
foram criados quando a legislação permitia desmatamento
de até 50% das propriedades, e não os atuais 20%, de
acordo com as regras de reserva legal.
“A
maioria das fotos [que deram origem às multas] é
de 1997, mas o Ibama até agora não nos informou de
quando, de fato, é o desmatamento”, apontou. O Incra já
recorreu de todas as multas, segundo Hackbart.
De acordo
com o presidente do órgão fundiário, em uma das
multas, as coordenadas de satélite do Ibama não
coincidem com a localização do assentamento citado na
lista. Hackbart disse que tem “conversado sempre” com
representantes do Ibama e que se surpreendeu com o ranking divulgado
hoje.
“Senti falta [na lista] dos grandes grileiros, que
não aparecem porque não têm as propriedades
regularizadas. São os desmatadores invisíveis. Não
se pode mascarar o desmatamento como se fosse responsabilidade da reforma agrária”, ponderou.
Hackbart
reconheceu que há desmatamento em alguns assentamentos, mas
minimizou as proporções. “Em um assentamento às
vezes vivem milhares de famílias; a própria lista cita
proprietários que, sozinhos, desmataram mais de 12 mil
hectares”, comparou.
O
presidente do Incra informou que o órgão está
investindo na elaboração de planos de manejo e “em
vários estados” já firmou Termos de Ajustamento de
Conduta com o Ministério Público Federal para reparação
e compensação de danos ambientais causados pelos
assentamentos.
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