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Brasília - Entidades
da sociedade civil, como o Instituto de Estudos Sócio
Econômicos (Inesc), o Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB)e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras
Multilaterais, divulgaram hoje (28) nota de apoio ao
governo equatoriano de responsabilizar a empresa Odebrecht pelos “maus
serviços prestados” ao país, “especialmente em relação
à Central Hidrelétrica San Francisco”.
Segundo
as entidades, é justo o governo equatoriano exigir da empresa
uma reparação financeira pelo mau funcionamento da
central, “financiada com
recursos públicos de cidadãs e cidadãos
brasileiros por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES)”.
As
entidades lembram que a Odebrecht foi a responsável pela
construção da inha 4 – amarela – do metrô de
São Paulo quando no dia 12 de janeiro de 2007, parte da
construção desmoronou matando sete pessoas e deixando
várias feridas. “Entendemos
que as ações adotadas recentemente pelo governo do
Equador buscam incidir não apenas sobre os graves impactos
causados pelos problemas na citada hidrelétrica”, afirma a
nota.
A
nota também pede ao governo brasileiro e ao BNDES que forneçam
esclarecimentos sobre o financiamento dado pelo banco à Odebrecht
para executar a obra no Equador. “A ausência de transparência
nesta operação financeira realizada com recursos
públicos compromete a capacidade da sociedade para avaliar o
caso com clareza”, diz a nota.
No
dia 23 o governo do Equador bloqueou os bens da empresa Odebrecht sob
o argumento de falhas no funcionamento e paralisação da Central Hidrelétrica San Francisco, construída pela
empreiteira. O governo também exigiu o pagamento de uma
indenização à empresa pelos danos causados ao
Equador.
No
sábado (27) o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou
que a construtora brasileira tinha feito uma proposta ao governo
equatoriano na qual aceitava todas as exigências feitas pelos
equatorianos quanto às indenizações e reparos
nas falhas da Central Hidrelétrica San Francisco. Agora,
Correa vai estudar a proposta feita pela empresa, mas não
determinou um prazo para responder a Odebrecht.
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