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29 de Setembro de 2008 - 19h59 - Última modificação em 29 de Setembro de 2008 - 20h01


Disque-Milícia já recebeu mais de mil ligações, que confirmam investigações da polícia do Rio

Da Agência Brasil


 
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Rio de Janeiro - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), afirmou hoje (29) que as informações passadas por meio das cerca de 20 ligações feitas por dia ao Disque-Milícia confirmam os dados das investigações da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança sobre os grupos paramilitares. As mais de mil ligações feitas desde a criação do Disque-Milícia superaram a expectativa da CPI, segundo Freixo.

"São ligações fundamentalmente sobre áreas onde essas milícias atuam. E mais do que isso, com informações precisas de quem são as lideranças, como essas milícias operam, quais são seus braços econômicos, quais são os candidatos, quais são os vínculos políticos, e o mais importante: essas informações coincidem com as da polícia civil e da própria inteligência da Secretaria de Segurança pública", disse o deputado.

Marcelo Freixo disse que os milicianos terão uma influência menor nestas eleições em comparação às últimas eleições. Segundo ele, a tortura de jornalistas de O Dia na favela do Batan, em Realengo, foi decisiva para a mudança da opinião pública sobre as milícias, principalmente pela mídia e pelo poder público. Além disso, Freixo citou o fato de líderes de um dos principais grupos que atuavam na zona oeste da cidade estarem presos. A CPI das milícias já ouviu até hoje 24 pessoas, entre especialistas e suspeitos. Amanhã mais três pessoas serão ouvidas.

 


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