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Rio de Janeiro - O
presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias
da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual
Marcelo Freixo (PSOL), afirmou hoje (29) que as informações passadas
por meio das cerca de 20 ligações feitas por dia ao Disque-Milícia
confirmam os dados das investigações da Polícia Civil e da Secretaria
de Segurança sobre os grupos paramilitares. As mais de mil
ligações feitas desde a criação do Disque-Milícia superaram a
expectativa da CPI, segundo Freixo.
"São
ligações fundamentalmente sobre áreas onde essas milícias atuam. E mais
do que isso, com informações precisas de quem são as lideranças, como
essas milícias operam, quais são seus braços econômicos, quais são os
candidatos, quais são os vínculos políticos, e o mais importante: essas
informações coincidem com as da polícia civil e da própria inteligência
da Secretaria de Segurança pública", disse o deputado.
Marcelo
Freixo disse que os milicianos terão uma influência menor nestas
eleições em comparação às últimas eleições. Segundo ele, a tortura de
jornalistas de O Dia na favela do Batan, em Realengo, foi decisiva para
a mudança da opinião pública sobre as milícias, principalmente pela
mídia e pelo poder público. Além disso, Freixo citou o fato de líderes
de um dos principais grupos que atuavam na zona oeste da cidade estarem
presos. A CPI das milícias já ouviu até hoje 24 pessoas,
entre especialistas e suspeitos. Amanhã mais três pessoas serão ouvidas.
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