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Nova York (EUA) - O presidente da Assembléia-Geral da Organização
das Nações Unidas, Miguel D’Escoto, defendeu hoje
(29) a necessidade de democratizar a organização,
especialmente com a reforma do Conselho de Segurança, que,
segundo ele, será o tema central da ONU nos próximos
meses. Ele também defendeu a democratização das
instituições financeiras internacionais.
“Se
não temos regras democráticas nas Nações
Unidas, como podemos cobrar isso do resto do mundo?”, questionou,
ao encerrar os debates da 63ª sessão da Assembléia-Geral.
Durante o encontro, que começou na última terça-feira
(23), 111 chefes de Estado estiveram na sede das Nações
Unidas, em Nova York.
D`Escoto lembrou que o debate ocorreu em
um momento importante, quando o mundo todo discute soluções
para a crise financeira mundial. Para ele, o problema é um
reflexo do egoísmo da cultura atual.
O presidente
reconheceu a gravidade da turbulência financeira e disse que
ela está refletida principalmente na crise de alimentos. “É
espantoso que, depois de 63 anos, ainda enfrentamos o fato de que
centenas de milhares de pessoas sofrem de fome e desnutrição.
Isso é loucura, e reflete o quanto nossas prioridades
caíram”.
O secretário-adjunto da ONU, Robert
Orr, disse hoje que o foco principal do debate foram os Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio e destacou o aporte de US$
16 bilhões para cumprir as metas.
Orr também
destacou os compromissos firmados para o combate à malária,
que deverá receber investimentos de US$ 3 bilhões.
Segundo ele, as ações de governos, empresas e sociedade
civil vão possibilitar que as mortes pela doença,
estimadas em 1 milhão por ano, possam ser eliminadas até
2015.
“Há seis meses, foi considerado uma fantasia
quando o secretário-geral disse que era preciso acabar com as
mortes por malária até 2015. Agora, com os compromissos
firmados e com os novos recursos que estão sendo empregados,
isso não é mais considerado uma fantasia, mas algo
possível", disse.
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