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29 de Setembro de 2008 - 15h01 - Última modificação em 29 de Setembro de 2008 - 15h35


Historiadora diz que candidato republicano pode ter política agressiva para América Latina

Sabrina Craide
Enviada especial

 
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Nova York (EUA) - A vitória do republicano John McCain nas eleições para a presidência americana poderia resultar em uma política externa mais agressiva dos Estados Unidos para a América Latina. A avaliação é da historiadora Barbara Weistein, da Universidade de Yale.

Para ela, no caso de vitória dos republicanos, a política externa de McCain será ainda mais agressiva do que a do atual presidente George W. Bush. "Bush agora, por ter uma aprovação muito baixa, não assume mais aquela agressividade dos velhos tempos. Mas o McCain, entrando no poder, vai assumir uma posição mais agressiva em termos de política externa”, prevê.

Segundo a historiadora, essa postura pode ser negativa para o Brasil, porque qualquer problema na região vai ter implicações para o país. “Em termos de política externa, McCain vai ser um problema para o Brasil”, diz.

Já o democrata Barack Obama poderá possibilitar novos tratados de comércio na região. “Não vou dizer que Obama vai fazer milagres, mas, mesmo sem fazer nada, existe uma boa vontade entre ele e as lideranças latino-americanas, que pode criar um ambiente melhor de cooperação política, econômica e energética”, avalia.

Barbara acredita que Obama será melhor recebido pelos líderes latino-americanos. “A grande diferença entre eles é que o Obama entende que outros países têm outros interesses. Bush e McCain acham que todos devem ter a mesma posição dos Estados Unidos”, critica.

Em relação à crise financeira americana, ela acredita que, embora haja um pequeno grupo de republicanos que ainda está contra qualquer tipo de resgate ao setor financeiro, a maioria dos políticos aceitam que é preciso fazer alguma coisa. “O debate não é sobre o resgate, mas sobre a sua natureza. Temos que garantir que isso não é simplesmente um presente para os mais ricos”, disse.

Ela acredita que a crise vai ainda mais e poderá ter impactos no Brasil. “Não tem país no mundo que pode escapar totalmente de uma forte crise financeira nos Estados Unidos”, avalia.



 


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