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30 de Setembro de 2008 - 17h59 -
Última modificação
em 30 de Setembro de 2008 - 17h59
Inclusão do Incra entre campeões de desmatamento foi "lamentável", diz ministro
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, na solenidade de assinatura de atos para ações de apoio ao manejo florestal
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Brasília - O
ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel,
criticou hoje (30) a inclusão de assentamentos do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) como líderes da lista de 100 maiores desmatadores da
Amazônia, divulgada ontem (29) pelo Ministério do Meio
Ambiente. “Foi um episódio lamentável de
desinformação”, classificou.
Cassel
disse que a lista foi baseada em “um conjunto de informações
imprecisas”, que levaram à conclusão que os assentamentos
são os principais responsáveis pela destruição
da floresta. O ministro argumentou que as multas aplicadas pelo
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) são antigas. Em um dos casos, segundo Cassel, as
coordenadas do Ibama não correspondem à localização
do assentamento multado.
“Ainda
houve um equívoco metodológico muito sério na
divulgação: comparar assentamentos com mais de mil
famílias com um proprietário que, sozinho, desmatou
mais de 12 mil hectares”, defendeu. Segundo Cassel, a média
de desmatamento nos assentamentos citados na lista é de 30
hectares por família, contra média de 3,2 mil hectares
desmatados por cada produtor.
“Eu não
defendo desmatamento de grande nem de pequeno. Mas é preciso
ter um diagnóstico correto”. Cassel argumentou que os
números mais recentes do Programa de Cálculo do
Desflorestamento da Amazônia (Prodes) apontam queda de 51% do
desmatamento em assentamentos da reforma agrária. “Podem
fazer a especulação que quiserem, mas esse é o
último dado oficial”.
Cassel
negou desentendimentos ou mal-estar com o ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc. “Ele [Minc] teve a delicadeza de reconhecer que
não leu a lista [antes da divulgação].
Esse é um assunto delicado, tem que ser tratado com clareza.”
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