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30 de Setembro de 2008 - 21h41 - Última modificação em 30 de Setembro de 2008 - 22h23


Ouvidor do Rio Grande do Sul nega ação indevida da Brigada Militar

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ouvidor-geral de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Adão Paiani, negou hoje (30) que haja uma política de governo articulada para criminalizar movimentos sociais no território gaúcho.

“O governo do estado não tem nenhuma posição para criminalizar esse ou aquele movimento. E a Brigada Militar também não tem. Ela tem agido exclusivamente no cumprimento de mandatos judiciais”, alegou, afirmando que a norma operacional divulgada pelo Comando do Estado Maior da Polícia Militar no estado é uma decisão técnica que deve ser avaliada pelo Ministério Público.

Paiani disse ainda que tem acompanhado as ações da polícia em todo o estado e não viu “em nenhum momento situações de abuso da Brigada Militar”. O ouvidor-geral do estado disse que se as acusações contra a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) se confirmarem, elas configuram a formação de uma “máfia”.

A Farsul é acusada de perseguir pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e estaria coagindo proprietários de terra para não vender essas propriedades ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para promoção de assentamentos, segundo o relatório entregue hoje para o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).



 


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