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1 de Outubro de 2008 - 21h38 - Última modificação em 1 de Outubro de 2008 - 21h39


Exportações para os EUA aumentaram 15,1% neste ano

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As exportações para os Estados Unidos cresceram 15,1% nos nove primeiros meses de 2008 sobre o mesmo período de 2007. Em setembro, só a venda de uma plataforma de petróleo para os Estados Unidos rendeu à balança comercial US$ 862 milhões. Enquanto isso, muitos outros países vem registrando queda de exportações para o maior parceiro comercial do Brasil, destacou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, ao apresentar os números da balança comercial do mês passado.

Em setembro, as importações brasileiras tiveram crescimento de 39,5% sobre o mesmo mês de 2007. No mês passado, as compras ao exterior ficaram em US$ 17,288 bilhões e as exportações em US$ 20,025 bilhões, com saldo comercial de US$ 2,762 bilhões. Em setembro de 2007, a conta de importações foi menor, o que garantiu um superávit de US$ 3,477 bilhões.

As exportações brasileiras para a União Européia cresceram de janeiro a setembro 22,8% sobre o mesmo período do ano passado. Para o Mercosul o crescimento no período foi de 35,3% em relação ao ano passado. As commodities continuam com preço mais alto que em 2007 no mercado internacional, conforme Barral. A demanda continua aquecida, e se houver retração só será sentida no próximo ano, prevê o secretário.

Em setembro, os produtos manufaturados registraram recorde histórico de vendas ao exterior, com a soma de US$ 9,290 bilhões, ou 4,9% sobre o mesmo mês do ano passado. Os produtos básicos somaram US$ 7,435 bilhões, com crescimento de 44,5% sobre setembro de 2007 embora com preços mais baixos. Os semimanufaturados renderam US$ 2,746 bilhões, com crescimento de 31,6% sobre setembro do ano passado.

De acordo com Barral, a importação de bens de consumo poderá sofrer redução nos últimos meses deste ano, se o dólar permanecer no patamar atual, ficando entre R$ 1,90 e R$ 2,00. Mas, com relação à importação de matérias-primas e bens de capital, a tendência é que o crescimento permaneça em alta, como vem sendo verificado, o que mostra dinamização do parque industrial brasileiro.

 


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