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1 de Outubro de 2008 - 19h33 - Última modificação em 1 de Outubro de 2008 - 19h33


Vendas da indústria do Rio de Janeiro caem 32,25%, aponta Firjan

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - As vendas reais da indústria fluminense caíram 32,25% em agosto em relação a julho, de acordo com o Boletim Indicadores Industriais, divulgado hoje (1) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Excluídas as características próprias do período – dessazonalizadas -, os números revelam que a queda atingiu 28,4%.

O chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Patrick Carvalho, disse que a retração já reflete a alta dos juros no país.

“Com certeza o aperto monetário já vem, de certa forma, sendo incorporado nas vendas industriais tanto do estado do Rio quanto do Brasil. Já era o que a gente previa”, disse.

Segundo ele, a crise econômica internacional poderá agravar esse cenário.

“Já temos a certeza da crise. O que é incerto, por enquanto, é a magnitude e o impacto da crise na economia brasileira como um todo”.

Para Patrick Carvalho, as indústrias vão sentir a crise internacional principalmente no acesso de crédito.

Diante desse quadro, segundo o economista, a Firjan defende a realização de reformas estruturais. “Já está mais do que na hora de o governo encarar de frente essa questão, que é dolorosa do ponto de vista político, porque mexe com muitos interesses. Mas é para o bem da nação. O Brasil tem que encarar a questão das reformas fiscal, tributária e previdenciária. Isso é inevitável. Ou o Brasil caminha para as reformas, ou não caminha mais para a frente”, defendeu.

Dos 16 setores pesquisados, 14 apresentaram retração nas vendas reais em agosto. De acordo com Carvalho, é uma tendência que deverá ocorrer nos próximos meses.

“Uma forma de mitigar isso é justamente o governo sinalizar que vai proceder às reformas estruturais”, disse.

Com relação ao emprego industrial, o boletim aponta uma redução de 0,22% em agosto comparado com o mês anterior, interrompendo um ciclo de alta que vinha se registrando há seis meses consecutivos, também como efeito da desaceleração da atividade.

O economista da Firjan observou, porém, que isso não significa uma reversão de tendência.

“O mercado de trabalho ainda está muito aquecido, e deve continuar assim por algum tempo. É o que têm mostrado as pesquisas mais recentes”.




 


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