|
Brasília - A legislação
e os programas brasileiros na área de segurança alimentar estão sendo apresentados no Fórum de Direito à
Alimentação, em Roma, na Itália. Promovido pela
Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e a Agricultura (FAO), o evento começou
hoje (1°) e segue até sexta-feira (3).
Segundo a
secretária-executiva-adjunta do Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rosilene Rocha,
representantes de Moçambique já informaram que querem a
ajuda técnica do Brasil para o desenvolvimento de políticas
de erradicação da fome. “Houve um interesse
grande dos outros países participantes pela estratégia
intersetorial do Brasil que integra vários
ministérios no combate à fome. Também teve uma
boa acolhida a experiência do Bolsa Família, do programa
de merenda escolar e da participação da sociedade
civil nas políticas do Consea [Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
]”, relatou Rosilene em
entrevista à Agência Brasil.
Todas essas experiências
foram apresentadas hoje em um painel pela comissão brasileira.
Os debates do fórum
estão focados em três principais temas:
a alimentação como direito, estratégias
intersetoriais de combate à fome e a importância do
avanço na legislação para amparar os programas
como política de Estado e não de governo.
“O combate à
fome é um tema da saúde, da segurança alimentar,
da assistência social, da educação, é um
tema que abrange várias políticas setoriais”, defende Rosilene.
Além do Brasil,
a Índia, Moçambique, Guatemala, as Filipinas e Uganda
participam como convidados da FAO para a exposição de
experiências bem sucedidas na área. “São países que têm situações
parecidas, apesar de alguns estarem mais avançados nas
questões legislativas, outros em questões práticas, mas todos
têm o desafio de combater e erradicar a fome”, avalia Rosilene.
Representantes do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) também
estão em Roma para apresentar aos participantes
do fórum o Programa Nacional de Alimentação
Escolar (Pnae). O programa atende 36 milhões
de estudantes da educação infantil e do ensino
fundamental de escolas públicas e filantrópicas, com um
orçamento anual de R$ 1,6 bilhão.
|