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Brasília - O chefe
de operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) no Brasil, Jorge Luís Lestani, garantiu hoje (1º)
que, apesar da crise financeira mundial, a instituição
“não enfrenta problemas financeiros de nenhuma espécie”.
“O
banco está em uma situação relativamente especial
diante do mercado financeiro internacional. É uma cooperativa,
repassa os recursos aos países tomadores, acrescentando apenas
os custos operativos”, afirmou, ao participar do lançamento
da pesquisa Desobstruindo as artérias: o impacto dos custos
de transporte sobre o comércio exterior da América
Latina e Caribe, publicada pelo banco.
De acordo
com Lestani, o BID já tem uma demanda muito grande na
América Latina – “especialmente no Brasil”. A previsão,
segundo ele, é de que a carteira seja duplicada nos próximos
três anos e que, com a crise, a demanda por projetos deverá
aumentar.
“O
banco tem suas limitações constitutivas. Está
atendendo às demandas dos países de acordo com o
planejamento prévio que os ministros de Planejamento e de
Fazenda fazem nas assembléias anuais. Está atendendo
plenamente ao que está programado. Está capitalizando.”
Lestani
lembrou, entretanto, que como o BID se financia captando recursos no
mercado internacional. Na medida em que os custos aumentarem, o
banco passará a pagar um pouco mais pelos bônus dos financiamentos, o que
poderá “eventualmente” afetar os custos dos
empréstimos.
“Mas
nunca na ordem que se veicula em jornais de 15% ou 20%. As taxas que,
atualmente, o banco pratica estão na ordem de 4% ou 4,5% ao
ano. O banco não compete com a banca comercial. Entra em um
mercado que não é atendido por outras instituições,
financia a longo prazo, com prazos de carência importante não
oferecidos.”
Questionado
sobre a possibilidade de aprovação do pacote de US$ 700 bilhões
pelo Senado norte-americano ainda hoje, Lestani avaliou que a
expectativa é positiva. “Acho que todo mundo está
torcendo, porque isso vai trazer um pouco de calma ao mercado em
geral.”
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