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1 de Outubro de 2008 - 14h01 - Última modificação em 1 de Outubro de 2008 - 14h03


Chefe de operações do BID diz que crise internacional não afeta o banco

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O chefe de operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Jorge Luís Lestani, garantiu hoje (1º) que, apesar da crise financeira mundial, a instituição “não enfrenta problemas financeiros de nenhuma espécie”.

“O banco está em uma situação relativamente especial diante do mercado financeiro internacional. É uma cooperativa, repassa os recursos aos países tomadores, acrescentando apenas os custos operativos”, afirmou, ao participar do lançamento da pesquisa Desobstruindo as artérias: o impacto dos custos de transporte sobre o comércio exterior da América Latina e Caribe, publicada pelo banco.

De acordo com Lestani, o BID já tem uma demanda muito grande na América Latina – “especialmente no Brasil”. A previsão, segundo ele, é de que a carteira seja duplicada nos próximos três anos e que, com a crise, a demanda por projetos deverá aumentar.

“O banco tem suas limitações constitutivas. Está atendendo às demandas dos países de acordo com o planejamento prévio que os ministros de Planejamento e de Fazenda fazem nas assembléias anuais. Está atendendo plenamente ao que está programado. Está capitalizando.”

Lestani lembrou, entretanto, que como o BID se financia captando recursos no mercado internacional. Na medida em que os custos aumentarem, o banco passará a pagar um pouco mais pelos bônus dos financiamentos, o que poderá “eventualmente” afetar os custos dos empréstimos.

“Mas nunca na ordem que se veicula em jornais de 15% ou 20%. As taxas que, atualmente, o banco pratica estão na ordem de 4% ou 4,5% ao ano. O banco não compete com a banca comercial. Entra em um mercado que não é atendido por outras instituições, financia a longo prazo, com prazos de carência importante não oferecidos.”

Questionado sobre a possibilidade de aprovação do pacote de US$ 700 bilhões pelo Senado norte-americano ainda hoje, Lestani avaliou que a expectativa é positiva. “Acho que todo mundo está torcendo, porque isso vai trazer um pouco de calma ao mercado em geral.”



 


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