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2 de Outubro de 2008 - 06h10 - Última modificação em 2 de Outubro de 2008 - 06h10


Seminário no Rio vai debater aspecto econômico da dança

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A profissionalização do setor de dança e seu desenvolvimento na área da cultura  são objetivos do seminário inédito de Economia da Dança que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrigará entre os dias 3 e 5 de novembro no Rio.

O encontro está inserido no Festival Panorama de Dança 2008, que completa sua 17ª edição e será realizado entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro nas cidades do Rio de Janeiro, São João de Meriti, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

A curadora do festival, Nayse Lopes,  disse à Agência Brasil  que a área de dança precisa parar para refletir sobre a sua atividade. “A gente tem uma área da produção artística que cresceu muito. Há um número significativo de novos cursos de graduação em dança nas universidades. E a dança, como área de produção de conhecimento, se multiplicou no Brasil”. Isso pode ser atestado, segundo ela, pela expansão do mercado de trabalho para bailarinos, com desdobramentos  na dança profissional, no contexto educacional e nas ações socioeducacionais que vêem a dança como forma de socialização.

Durante o seminário, especialistas brasileiros e internacionais  apresentarão os conceitos da economia da cultura  e debaterão questões relacionadas à atividade de dança no Brasil. Lopes acredita que esse será o primeiro passo para começar a pensar  no mapeamento da cadeia produtiva da dança.

O gerente de Publicidade do BNDES, Sérgio Carijó, destacou a importância desse intercâmbio. Disse que “a troca de informações  pretende buscar novas soluções para o desenvolvimento do setor”. Uma das propostas é mostrar “qual é o caminho para a profissionalização, onde é que se pode buscar apoio e  de que forma o setor pode ir se desenvolvendo economicamente”, salientou.

Estão previstas 70 apresentações de 35 grupos de dança dos quatro continentes durante o festival. O crescimento projetado é de 18% em relação à programação do ano passado.

O festival faz parte do Circuito Brasileiro de Festivais Internacionais  de Dança, que inclui a Bienal do Ceará, o Festival Internacional de Recife  e o Fórum Internacional de Dança de Belo Horizonte.  Todos a programação ocorre nos meses de outubro e novembro. Pioneiro, o festival no Rio é o evento de dança  nacional mais conhecido fora do país “por ser uma das principais vitrines para a dança brasileira”, salientou Nayse Lopes.

Para ela, o festival tem dois aspectos: levar  a dança contemporânea de ponta para o público geral, a preços populares, e internacionalizar a dança brasileira “porque ele é uma vitrine para muitos estrangeiros".

O BNDES apóia a 17ª edição do festival com recursos não-reembolsáveis no valor de R$ 200 mil, oriundos do seu lucro social. Sérgio Carijó afirmou que esta é a primeira vez que o banco patrocina um projeto de dança. Na parte cultural, até agora o patrocínio do BNDES tinha como foco o cinema e a música.

 


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