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Brasília - Médicos
peritos ainda estão sofrendo agressões por parte de
segurados. De acordo com o
presidente da Associação Nacional dos Médicos
Peritos da Previdência Social, Luiz Carlos Argolo, na semana
passada, em São Paulo, foram registrados dois casos de
agressões a médicos peritos.
“O
pleito é antigo. Queremos que o governo diga à população qual é o nosso papel, dote as agências com sistema de segurança e nos
dê segurança efetiva e condições de trabalho. A
grande preocupação é a nossa segurança,
não podemos trabalhar nos sentindo pressionados, coagidos,
sendo agredidos, ameaçados”, afirmou hoje (2), em entrevista
ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Ele
disse ainda que o governo até tentou fazer uma campanha para
explicar a população o papel do médico perito,
mas foi considerada tímida pela associação. “Tem
de ficar claro para o segurando da Previdência que ele tem
direito sim. Agora, onde e de que forma ele tem direito é o
perito quem vai dizer. O perito não está ali para
negar, está para dar o direito a quem tem o direito”,
explicou.
O
ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse que
já foram tomadas uma série de medias para reduzir as
agressões contra médicos peritos, como portas
detectoras de metais nas agências de atendimento da
previdência.
“Existe
toda uma orientação para a área da segurança,
da prevenção e da proteção a nossos
trabalhadores. É evidente que às vezes um pai de
família preocupado com a sua realidade termina provocando
alguma agressão. como acontece nas ruas e em outros espaços
na sociedade”, disse.
Contudo,
Argolo afirmou que há algumas agências que possuem as portas,
mas não há pessoal capacitado para operá-las. “Não há
gente capacitada e treinada para avaliar as pessoas que estão
entrando na agência. Então, a pessoa pode entrar com uma
faca, um tridente, uma arma de fogo”.
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