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3 de Outubro de 2008 - 09h00 - Última modificação em 3 de Outubro de 2008 - 13h50


Itamar, FHC e Lula: três políticos que chegaram à Presidência relatam como foi a Constituinte

Marcos Chagas e Iolando Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco relatam a convivência com os avanços e os problemas das normas que ajudaram a estabelecer na Constituição Cidadã
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco relatam a convivência com os avanços e os problemas das normas que ajudaram a estabelecer na Constituição Cidadã
Brasília - Como parte da série de reportagens sobre os 20 anos da Constituição Cidadã, a  Agência Brasil apresenta hoje entrevistas feitas com os três constituintes que chegaram à Presidência da República: Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A entrevista de Lula foi concedida à TV Brasil.

Nas entrevistas, os três relatam a convivência, na Presidência da República, com os avanços e os problemas das normas que ajudaram a estabelecer e obrigados a cumprir. Os dois ex-presidentes e o atual também falaram das experiências vividas nos quase dois anos de trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte.

O vice-presidente na chapa de Fernando Collor de Mello, em 1989, Itamar Franco ascendeu à Presidência, em 1992, em meio a uma das maiores crises políticas do Brasil: o impeachment do primeiro presidente da República eleito diretamente após 20 anos de ditadura militar. “Poucos acreditavam que o governo chegasse ao fim”, relatou o ex-presidente à Agência Brasil.

Itamar Franco também revela na entrevista porque mantém as convicções defendidas na Assembléia Constituinte em favor do sistema parlamentar de governo e de um controle mais efetivo do Estado sobre o mercado.

Ministro da Fazenda de Itamar Franco e um dos idealizadores do Plano Real, que estancou uma inflação de 1% ao dia, Fernando Henrique Cardoso destacou, também à Agência Brasil, as reformas constitucionais que seu governo foi obrigado a operar para adequar as regras econômicas ao contexto do mundo globalizado.

Ao contrário do Estado indutor do crescimento, previsto no texto constitucional, o Brasil necessitava de medidas que permitissem maior participação do capital privado, diz Fernando Henrique. Parlamentarista por princípio, o ex-presidente falou de suas dúvidas quanto à instalação desse sistema de governo em 1988 ou nos dias atuais.

Em depoimento distribuído pelo Palácio do Planalto,  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrante da bancada de 16 deputados constituintes do PT, relembrou a atuação do partido nos trabalhos da Assembléia Nacional e as conquistas, especialmente nas áreas social e de garantias individuais.

Lula relatou também como se deu a discussão entre os deputados petistas, se assinariam ou não, a Constituição que consolidou o fim do período do regime militar. Apesar de reconhecer que a queda do muro de Berlim e o início da globalização obrigaram o país a adequar o texto constitucional. Entretanto, na entrevista, o presidente afirmou que não adotaria as iniciativas de seu antecessor de quebra de monopólio do setor do petróleo.


Matéria foi alterada para correção de informação no penúltimo parágrafo.
 

 

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