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2 de Outubro de 2008 - 16h53 - Última modificação em 2 de Outubro de 2008 - 16h54


Polícia Federal promete reprimir quaisquer atos que ponham em risco as eleições de domingo

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Valdinho Jacinto Caetano, garantiu hoje (2) que o órgão vai continuar reprimindo quaisquer ações que possam pôr em risco as eleições de domingo (5). Além do município de Magé, Caetano disse que Nova Iguaçu é outra localidade que está concentrando a atenção da PF.

Em Magé, por exemplo, os policiais federais realizaram operação, em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última segunda-feira (29), na qual foram apreendidas quatro toneladas de propaganda irregular. O superintendente disse que “isso é uma sinalização muito forte para candidatos que transgridem a lei, de que a Polícia Federal também vai atuar. Isso causa a eles um prejuízo previsível, podendo chegar, inclusive,  à sua inelegibilidade”. Valdinho Jacinto Caetano disse que essa é uma ação pedagógica. “Foi  isso o que nós fizemos. E é isso que nós vamos fazer até o final das eleições”. Diante de qualquer situação emergencial no estado do Rio, o superintendente prometeu agir rapidamente.

Segundo Caetano, a PF efetuou um mapeamento dos locais mais críticos no território fluminense, que resultou até o momento em 27 áreas. O trabalho, contudo, não foi encerrado. “E, diante de um problema que surge, uma das grandes virtudes da Polícia Federal é a sua agilidade”, manifestou, durante entrevista na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que teve como principal figura o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

O processo eleitoral este ano, ”no geral”, está correndo bem, avaliou Corrêa. Os policiais do órgão se mantêm prontos para atender a eventuais emergências. “A gestão local atende isso. Mas, se extrapolar, pede socorro”, explicou.

Corrêa não acredita, entretanto, que isso será necessário,  “porque o espírito do brasileiro e, particularmente do  fluminense e do carioca, sempre foi pacífico. E, historicamente, a conduta nas eleições demonstra isso. É uma festa cívica e o brasileiro entra no clima, do lado positivo”. O diretor geral da PF admitiu, contudo, que há focos isolados. Mas, afirmou que a resposta dada pelo estado, “com seus aparatos,  tem mantido as eleições como um modelo exemplar”. No estado do Rio de Janeiro, a PF conta com um efetivo de mil homens para as eleições de domingo.

Luiz Fernando Corrêa disse que, desde  o começo da campanha eleitoral, a Polícia Federal vem agindo sob a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais. “Ela é a polícia judiciária eleitoral”, lembrou. Isso significa que em caso de crime eleitoral, a PF é a  encarregada da instauração de inquéritos. Esclareceu ainda que os superintendentes do órgão estão trabalhando em sintonia com os presidentes dos TREs  e permanecem atentos às sinalizações de maior demanda para efetuarem o deslocamento de efetivos e cobrirem a área, de modo a garantir um atendimento rápido pelo juiz eleitoral. “Isso é histórico no nosso atendimento”, enfatizou.




 


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