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Brasília - O ministro do Turismo,
Luiz Barreto, disse hoje (2), em entrevista ao
programa Bom Dia Ministro, da EBC Serviços, que o mercado interno brasileiro tem
apresentado índices positivos de crescimento e que representa
“uma das saídas” para o enfrentamento dos reflexos da
crise financeira mundial.
“A gente ainda não
tem as dimensões da crise. Ela afeta fundamentalmente o
mercado americano e europeu, a gente não sabe como vai atingir
o país. Certamente, algum nível de efeito vai ter aqui.
O momento é de tranqüilidade, de aguardar, de planejar as
ações. Estamos no caminho. Acho que o turismo pode ser beneficiado. Hoje, o Brasil tem uma grande vantagem em
relação a outros países que é o grande mercado interno. Mais de 25 milhões de brasileiros
conseguiram entrar no mercado de consumo. Tem muito brasileiro que
não conhece o Brasil.”
Barretto lembrou que o país tem se recuperado após a
falência da companhia aérea Varig, em 2006, e que a
campanha Brasil Sensacional “vem muito a calhar agora”. Segundo
ele, o aumento de vôos internacionais também deve
facilitar o maior fluxo de turistas estrangeiros no Brasil.
“Recentemente, a TAM
confirmou dois vôos diários ao Rio de Janeiro saindo de
Miami e de Nova York. A Delta Airlines e a American Airlines também
confirmaram vários novos vôos ligando o Brasil ao
mercado americano. A grande vantagem é que não está
mais concentrado no Rio e em São Paulo.”
De acordo com o
ministro, é a primeira vez que há vôos
estrangeiros com partidas e chegadas no Nordeste brasileiro e em
cidades como Manaus, Belo Horizonte e Brasília. A expectativa,
segundo ele, é chegar a cerca de 150 freqüências
internacionais e 30 mil assentos semanais. Atualmente, 60 milhões
de norte-americanos, por exemplo, viajam pelo mundo – 700 mil vêm
ao Brasil.
“A gente tem tido
notícias positivas e o compromisso das companhias de uma
grande expansão. Estamos muito esperançosos de aumentar
esse fluxo de turistas estrangeiros que hoje está em torno de
5 milhões que já deixam quase US$ 6 bilhões de
divisas para o Brasil”.
Ao comentar a separação
das pastas da Cultura, do Turismo e do Esporte, que antes funcionavam
juntas, Barretto classificou a medida de “uma grande conquista”
que colaborou para a melhor organização do setor. “Estamos trabalhando
diretamente com os governadores. Temos a Embratur [Instituto
Brasileiro do Turismo] e um Plano Nacional de Turismo que já
está na sua segundo versão, com grandes metas. O
fundamental é que a gente saiu de uma política de
ocasião, de um apêndice de outros ministérios.
Independente de quem esteja na cadeira de ministro, tem metas,
objetivos e programas que vieram para ficar”.
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