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Rio de Janeiro - Até o final
deste ano, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz
Fernando Corrêa, espera receber os primeiros resultados do
mapeamento que definirá indicadores de gestão
administrativa, de inteligência e de gestão operacional,
dentro do plano de modernização do órgão.
Ele disse que isso permitirá à instituição
eleger projetos estruturantes que se desenvolverão até
2022.
Hoje (2), em reunião com
membros do Conselho Empresarial da Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Corrêa
procurou mostrar que o Estado e a Polícia Federal, de forma
específica, estão buscando na iniciativa privada
métodos de gestão modernos para cumprir melhor sua
missão institucional.
Segundo Corrêa, a busca da
modernização não significa que a Polícia
Federal vá prender menos. Com gestão mais moderna,
aumentará a capacidade da PF
de produzir provas de mais qualidade e o custo será
menor para o cidadão. Isso quer dizer: “gastar bem e de
forma transparente e também ter capacidade de medir seu
desempenho nas atividades finalística e gerenciais”,
explicou.
Ele disse que a parceria com a
iniciativa privada dará à Polícia Federal os
dados de que necessita para medir sua eficiência. Esse
trabalho, que está sendo feito pelo Instituto Nacional de
Desenvolvimento Gerencial e pela Fundação Getulio
Vargas, fornecerá indicadores referentes ao número de
presos, inquéritos e apreensões de drogas, além
de informações gerenciais, como horas trabalhadas, que
não estavam disponibilizadas na rotina do órgão.
No fim do ano, informou Corrêa, poderá ser apresentado
um relatório de gestão, demonstrando a relação
de orçamento e resultados.
No ano passado, a PF realizou 188
grandes operações envolvendo mais de uma unidade –
nas cinco maiores, “em termos de verba pública desviada”,
os valores apurados na investigação somaram de R$ 4,5
bilhões a R$ 5 bilhões, superando o orçamento da
instituição, que é de R$ 3 bilhões. O
montante não incluiu carros apreendidos do tráfico de
drogas, que revertem para a União. “Isso nós não
medimos, mas o cidadão precisa saber, para otimizar o gasto,
demonstrar que estamos gastando bem e verificando como gastamos.”
Corrêa destacou também
o processo de descentralização de gestão da
Polícia Federal, que engloba os aspectos administrativo e de
gestão de inteligência e operacional. Com a
descentralização, ele espera uma redução
no número de grandes operações envolvendo mais
de uma unidade da PF, o que seria “sinal de que cada
superintendência aumentou a sua capacidade”.
Ele espera receber, ainda este ano,
autorização para realizar concurso a fim de preencher 3
mil vagas no quadro de apoio da instituição. Duas mil
vagas já foram autorizadas dentro do planejamento estratégico
da instituição. De acordo com Corrêa, em menos de
um ano, a PF perdeu 40% do pessoal administrativo para o mercado,
porque, no último concurso, aumentou-se o nível de
escolaridade exigido. A matriz salarial, entretanto, “não
está compatível”, afirmou.
Corrêa disse que não
quer mais ingresso massivo, para em dois ou três anos estar com
5 a 6 mil pessoas e depois
passar dez anos sem contratações.
“Quero ingressos periódicos, menores, continuados. E o
limite disso não é a capacidade política de
buscar vagas, e sim a capacidade da Academia formar bem.”
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