Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
2 de Outubro de 2008 - 13h48 - Última modificação em 2 de Outubro de 2008 - 13h53


Crise mundial e alta dos juros ainda não afetaram produção industrial, avalia IBGE

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - A queda da produção industrial, que recuou 1,3% em agosto, não está relacionada à crise financeira internacional nem ao aumento da taxa básica de juros, a Selic, que começou a ser elevada em abril. A avaliação é do economista Sílvio Sales, responsável pela Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Sales, dois fatores explicam o recuo da produção medido pela pesquisa que, de uma forma geral, ainda não afeta a tendência de crescimento para o resto do ano. Sales atribui a queda à especificidade de calendário do mês de agosto, com dois dias úteis a menos que o mês anterior, e também ao crescimento robusto dos primeiros meses do ano.

“Parte da queda de 1,3% tem a ver com o fato de que por dois meses consecutivos a indústria vinha crescendo de uma forma muito forte e acumulando um crescimento de 4,3%”, explicou. “Além disso, o calendário desfavoreceu a comparação. Em agosto, houve dois dias úteis a menos do que julho desse ano e agosto do ano passado.”

Em relação a agosto de 2007, a produção da indústria no mês cresceu 2%, o que representa o 26° resultado positivo nesse tipo de comparação, logo, desde junho de 2006.

De acordo com o economista, embora a previsão de crescimento para o ano seja inferior à expansão registrada no ano passado, quando a economia estava aquecida e alcançou os maiores  patamares de crescimento, o arrefecimento do setor por causa da crise externa ou da alta da Selic – que já está em 13,75% – só será sentido em 2009.

“Isso leva algum tempo para chegar ao setor produtivo, pega primeiro o varejo”, disse ao explicar que a crise financeira internacional teve seu ápice em setembro e deve levar cerca de seis meses para atingir o Brasil. “Nas estatísticas disponíveis até agosto esses efeitos não estão visíveis.”

 




 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina