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3 de Outubro de 2008 - 22h48 - Última modificação em 3 de Outubro de 2008 - 23h05


Exército faz operação para reprimir compra de votos em Campos (RJ)

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Campos (RJ) - Cerca de 300 homens do Exército, baseados no 56o Batalhão de Infantaria de Campos, começaram no início da noite de sexta-feira (3) uma operação para reprimir a compra de votos no município. Distribuídos em sete caminhões e outras viaturas de apoio, os soldados foram encarregados de cobrir todo a área de Campos, em patrulhas ostensivas para coibir irregularidades eleitorais.

O comando da operação é do coronel Ivan Carlos Angonese, que também coordena efetivos do 38o Batalhão de Infantaria de Vila Velha (ES) e de um pelotão de Choque da Polícia do Exército (PE) do Rio de Janeiro, totalizando 500 militares.

“Um crime eleitoral muito corriqueiro aqui é a compra de votos. Nós estamos buscando informações e vamos coibir isso”, disse o comandante, que dividiu o município em oito zonas de ação, cada uma sob responsabilidade de um pelotão de 30 soldados.

No domingo, as operações começam às 7h, e os militares vão se concentrar nos locais mais sensíveis do ponto de vista estratégico, onde podem ocorrer maior aglomeração de eleitores e cabos eleitorais. Os soldados vão manter uma distância de cem  metros dos locais de votação e vão atuar somente em casos de flagrantes ou a pedido de um fiscal eleitoral.

“Se o presidente da mesa verificar que há algum tipo de bloqueio para os eleitores até a urna, acionará um dos sete juízes eleitorais, que fará contato comigo. Aí eu vou lançar um pelotão e, se for necessário, enviar o efetivo da PE para fazer a limpeza da área”, explicou Angonese.

A orientação de reprimir fortemente a compra de votos e também de se evitar aglomerações próximas aos locais de votação é da Justiça Eleitoral de Campos. “O aliciamento do eleitor não pode ocorrer. A boca de urna é proibida. E a orientação é para que se façam as manifestações, mas de forma individual e silenciosa. Mas se houver a reunião de pessoas para demonstrar a orientação de seus votos, aí nós vamos proibir mesmo”, alertou juíza Márcia Alves Succi, da 100a Zona Eleitoral e responsável pela totalização dos votos no município.

Segundo ela, os crimes eleitorais diminuíram nesta campanha em Campos.  “A legislação eleitoral se alterou bastante de 2004 para cá e se tornou mais rigorosa, o que facilitou a atuação da Justiça. Com isso, os candidatos tiveram que ficar dentro dos limites da legislação, o que propiciou uma tranqüilidade maior”, disse a magistrada. De acordo com ela, a expectativa é de que os votos sejam computados antes da meia-noite de domingo.



 

 

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