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4 de Outubro de 2008 - 10h18 - Última modificação em 4 de Outubro de 2008 - 10h18


Economista orienta consumidor a agir com cautela por causa da crise mundial

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O momento é de cautela para quem quiser comprar algum bem a prazo, porque a crise norte-americana afeta diretamente as operações de crédito. O alerta é do professor de economia da Universidade Federal do Espírito Santo Arlindo Vilaschi, que orienta o consumidor a esperar o desenrolar da crise para parcelar alguma compra.

“Eu sou um consumidor que tinha planejado no mês de outubro ou de novembro comprar um determinado bem, uma geladeira, um computador, uma televisão, se eu tenho o dinheiro na mão e preciso do bem, a recomendação é compre. Agora, se eu não tenho o dinheiro na mão ou lançar mão de 36 prestações, é melhor adiar essa decisão de compra”, aconselhou em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Ele destacou que, por causa do momento de insegurança financeira, a tendência é que quem for conceder o crédito cobre taxas altas de juros. Vilaschi disse ainda que o consumidor que tem alguma dívida deve continuar pagando, mas, caso não tenha todo o dinheiro, a solução é negociar. “Quem é devedor deve continuar pagando suas contas à medida que tenha o recurso. Se não tiver, procure o credor e procure renegociar com esse credor.”

Vilaschi afirmou, no entanto, que, apesar das altas taxas de juros cobradas nas operações de crédito, o consumidor não deve ficar preocupado com a possibilidade de elevação geral nos preços de produtos e de serviços e uma conseqüente alta da inflação.

“Não há nada no ar que que insinue que vamos ter qualquer processo de aumento generalizado e sistematizado de preços. Não devemos ter volta de de inflação galopante, não há nenhum indicador [que mostre isso]. O consumidor não precisa se preocupar”, argumentou.
 
Ontem (3) a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o pacote de ajuda aos bancos e instituições financeiras. O projeto elevou de US$ 700 para US$ 850 o valor do socorro.

Entre os pontos da ajuda financeira estão a ampliação de US$ 100 mil para US$ 250 mil do limite de depósitos bancários que passam a ser garantidos pelo governo e o corte de impostos para a classe média e incentivo a pequenos empresários.


 


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