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5 de Outubro de 2008 - 09h00 - Última modificação em 5 de Outubro de 2008 - 09h00


No município menos populoso do Entorno, população rural deve usar ônibus do TRE para votar

Liliane Farias
Enviada especial

 
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Mimoso (GO) - Com apenas 3 mil habitantes, Mimoso de Goiás é a cidade menos populosa do Entorno do Distrito Federal. Hoje (5), 85% da população vão às urnas escolher prefeito e vereadores.

Dois terços da população de Mimoso moram na zona rural. Neste domingo, ônibus credenciados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás vão buscá-los na fazenda e levá-los a uma das três seções eleitorais da cidade.

Três candidatos concorrem à prefeitura. Miriã de Souza, Carlos Rodrigues e Antônio Tavares, que é o atual prefeito e tenta a reeleição. Trinta e cinco candidatos disputam as nove vagas na Câmara Municipal.

O principal problema da cidade é o desemprego, diz a recepcionista Maria Adriana, de 25 anos. "A única coisa que precisa  aqui  é gerar emprego. Alguma coisa que gere emprego, alguma fábrica", acrescenta.

Catarino Nunes tem 74 anos e é um dos moradores mais antigos da cidade. Como já passou dos 70 anos, não é obrigado a votar. Mas ele faz questão."Eu tenho vontade de que essa cidade desenvolva, cresça e que ela gere emprego para a mocidade. Eu vou votar porque sou um cidadão brasileiro".

Em Mimoso, não há posto de gasolina e nem rodoviária. Para abastecer o carro, é necessário andar 18 quilômetros até Padre Bernardo. Os ônibus que chegam em Mimoso param na pracinha. A cidade também não tem delegacia e nem hospital.
Mimoso tem sete escolas rurais e três na zona urbana. Apenas uma é de ensino médio.

Abadia de Lourdes Rodrigues da  Costa, secretária de Educação, diz que as escolas locais tentam preparar o aluno para conseguir emprego em outras cidades. "Falta de emprego há em qualquer lugar, o que a gente tem tentado aqui é preparar a população, principalmente os jovens, para que estudem. Não com intenção de ficar em Mimoso, para o bem deles. Para onde quer que eles vão, tenham a sua segurança, o seu serviço".

Quando o único médico da cidade, Dr. Vilmar, não consegue resolver problemas mais graves de saúde, os pacientes são encaminhados para os hospitais de Anápolis, Goiânia e Padre Bernardo. É também na cidade mais próxima que as mulheres grávidas recorrem na hora de dar à luz.

A secretária de Saúde, irmã Maria Rosinete de Almeida Costa, diz que a população é atendida pelos dez agentes comunitários do programa Saúde da Família. Ela está preocupada com a quantidade de pessoas doentes na cidade. "Nós descobrimos a hipertensão e a hanseníase, porque os médicos não iam à zona rural. Então, é uma preocupação muito grande, que nós estamos acompanhando com muito cuidado.



 


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